PistonCzar Spot

Março 31, 2008

Inquietações – A nossa escola

Filed under: Inquietações — pistonczar @ 7:04 pm

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A inquietação de hoje é muito simples: será que a violência nas escolas portuguesas não vai acabar nunca?

Dantes era a violência desajustada e muitas vezes injusta dos professores para com os alunos, sendo estes muitas vezes violentados ao sabor dos meros humores dos professores. Hoje são os alunos que tratam de uma forma desrespeitosa e quanto a mim inqualificável os seus professores. O que parece é que o fiel da balança mudou o seu pendor demasiado rápido e não chegou sequer a passar pela posição em que nas escolas não havia violência da parte dos professores para com os alunos nem violência da parte dos alunos para com os professores.

Por isso vos digo: “Ó gorda! Ó peixona! Sai da frente!” ou o mais reconhecido “Dá-me o telemóvel já!”, frases que valeram a mudança compulsiva dos seus autores para outra escola. Espero que lhes sirva de emenda, mas tenho dúvidas, já que estas duas crianças voltaram à carga e retrataram-se nas suas coloridas e chamativas páginas do hi5.

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Março 28, 2008

Por aí – A colectividade musical “Manic Street Preachers”

Filed under: Por aí — pistonczar @ 6:38 pm

“You stole the sun from my heart” – Manic Street Preachers. Hoje deu-me para ouvir isto. E mais nada.

Março 27, 2008

Telhadela SA – O incesto

Filed under: Telhadela SA — pistonczar @ 10:50 am

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Hoje, se estivessemos todos numa aula do ensino médio, em que todas as aulas têm um pequeno sumário que é transcrito para o caderno diário dos alunos, então o sumário de hoje seria o malogrado e habitual: “Continuação do sumário da aula anterior (tenho impressão que metade dos sumários das minhas aulas era exactamente este, sendo que muitas vezes continuava-se a continuação, chegando por vezes a continuar-se a continuação da continuação. E por aí adiante. A continuação parecia não ter fim. A ideia que eu tenho é que as minhas aulas deste período eram um infindável continuar, sem nunca encetar algo novo). Mas avancemos, que a palavra incesto do título deste post não se refere a relacionamentos entre o sumário de uma aula com um seu parente próximo (o sumário das aulas adjacentes).

Recordando o post anterior, passo a explicar a razão de tão anormal obesidade num indivíduo só. Normalmente, existem dois indivíduos: um que é o sogro e outro que é o irmão. Naquele caso, o indivíduo que era sogro era ao mesmo tempo irmão, daí o exagero do peso. Se apenas um indivíduo têm duas funções distintas e que normalmente são entregues a duas pessoas diferentes, penso que é legítimo que essa pessoa congregue o peso de duas pessoas adultas e obesas. Afinal de contas o sogro e o irmão são da mesmo família (são até mais que isso – são a mesma pessoa), e toda a gente sabe que o gente da obesidade é hereditário.

Março 25, 2008

Telhadela SA – A obesidade e a subida do nível médio das águas do mar

Filed under: Telhadela SA — pistonczar @ 7:31 pm

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Hoje trago à baila dois assuntos que ocupam a ordem do dia, e que apesar de parecerem absolutamente disjuntos, estão até bastante relacionados. Os assuntos de que falo, e que dão nome a este post, são a obesidade e a subida do nível médio das águas do mar.

Ultimamente os ambientalistas lembram-nos diariamente que o aquecimento global está a causar o progressivo derreter dos gelos dos círculos polares, e que este facto está a causar a subida do nível das águas dos mar, o que faz com que as áreas costeiras estejam em permanente sobressalto, especialmente aqueles edifícios que são ilegalmente construídos na orla costeira, e que para se protegerem são obrigados a reconstruir as dunas de areia que anteriormente removeram para construir a seu magnífico estabelecimento comercial ou habitação. Ironia do destino. Ou apenas o sentido de humor que a mãe natureza tem.

Para todos estes ambientalistas eu digo: disparate! O que está a causar a subida nas águas do mar é que as pessoas estão cada vez mais obesas e fazem com que a terra que todos pisamos desça. Ao contrário do que todos esses carecas ambientalistas Franciscos Ferreiras tanto clamam.

Telhadela, como ponto de avanço em tudo o que é classificável, já tomou medidas para obstar a esta descida da terra que pisamos (“subida das águas do mar” como lhe chamam os ambientalistas), transferindo a sua maior massa concentrada para Ribeira.

Mensagem para o resto do mundo: À semelhança do título de um livro recente de Fernando Tordo, “Quando não souberes copia”. E Telhadela é o melhor modelo para essa cópia.

Março 24, 2008

Inquietações – A reencarnação

Filed under: Inquietações — pistonczar @ 7:22 pm

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Ressuscitei! Aleluia! Aleluia!

(Este post tem o intuito de ser herético, irritando assim a Igreja Católica. Nunca aqui o tinha dito, mas é algo que me atrai bastante. Para além disso, serve também para lembrar os meus leitores que apesar da morte ter pairado neste blog durante algum tempo, ele ainda não morreu. E não morrerá.)

Março 12, 2008

Filed under: Injustiças — pistonczar @ 3:20 pm

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Fevereiro 29, 2008

Por aí – A agremiação musical “The Cranberries”

Filed under: Por aí — pistonczar @ 8:17 pm

“Dreams”. A minha canção favorita de um dos meus grupos de baile preferidos.

Fevereiro 28, 2008

Telhadela – A Medida

Filed under: Telhadela SA — pistonczar @ 8:59 pm

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“1 Não julgueis, para que não sejais julgados. 2 Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.”

In Bíblia Sagrada, Mateus 7, 1-5

Como já devem ter reparado, hoje volto a citar a mesma fonte e o mesmo trecho que aqui. A razão é que durante a escrita da dita crónica me veio à lembrança uma história de tempos bastante idos, e que por isso já foi incorporada na mitologia de Telhadela. A dita história passou-se entre dois indivíduos, colegas de trabalho, e que por alguma picardia, ou apenas por birra de um deles, ficaram chateados. O mais pequeno (há até quem diga que ele não era escuro, sendo portanto clara), tentando colmatar a diferença de alturas entre ambos procurou a ajuda da maior vergasta que conseguiu encontrar. Quando lhe pareceu ter chegado a oportunidade propícia de atacar, lá se atirou ao seu oponente de vergasta em riste. O maior (realmente bastante maior – talvez 40cm) tirou-lhe da mão a vergasta e deu-lhe com ela até ficar satisfeito. E o nosso amigo grande não é daqueles que se contenta com pouco!

O nosso amigo meia-leca, não satisfeito e voltando à carga, resolveu ir acusar ao superior hierárquico de ambos, acusando o seu oponente de não ter tido piedade dele, não obstante o grande desnível de alturas, e até o tinha batido com uma vergasta bastante grande. O nosso amigo grande, chamado ao seu superior e questionado acerca da sua atitude reprovável de ter batido num homem pequeno e de mãos vazias com um pau bastante grande, respondeu bonacheirão: “Ai o pau é grande? Então pronto. Para a próxima, e se ele não quiser apanhar com um pau tão grande, que escolha outro. Eu só o bati com o pau que ele escolheu.”

Pois é meus amigos, tenham cuidado, porque a medida que usarem para bater em alguém poderá ser usada nas vossas costas e nessa altura a coisa é capaz de não ser divertida por aí além.

Fevereiro 27, 2008

Injustiças – O espectáculo

Filed under: Injustiças — pistonczar @ 8:32 pm

Fica aqui um pedacinho da gravação de um concerto de Sérgio Godinho ao vivo no CCB. Não estive presente neste concerto, mas garanto a quem nunca assistiu a um concerto dele que é um espectáculo grandioso. Seja ou não no Music Hall.

Fevereiro 26, 2008

Telhadela SA – O argueiro

Filed under: Telhadela SA — pistonczar @ 8:36 pm

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“1 Não julgueis, para que não sejais julgados. 2 Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. 3 E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? 4 Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? 5 Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão.”

In Bíblia Sagrada, Mateus 7, 1-5

Hoje trago perante vós uma das experiências estranhas a que fui sujeito. Certo dia, numa outra vida (não com o mesmo sentido que os budistas dão), tive que retirar um argueiro do olho de um meu irmão. Desde de já vos descanso garantindo-vos que nenhum dos meus olhos tem ou alguma vez teve ou terá uma trave. Este meu irmão, bastante vesgo, por um descuido lamentável, deixou que um dos seus olhos fosse atingido por um pequeno pedaço de pedra. Como eu era a única pessoa a quem ele poderia recorrer naquele momento, ele confiou-me a tarefa bastante difícil de remover a incómoda pedra. Para isso retirou da sua algibeira uma lenço de mão de flanela (noto aqui que este lenço havia sido usado pelo menos uma vez por cada um dos cidadãos da República Popular da China, o que em termos grosseiros dá algo como mais 1000 milhões de usos sem lavar), enrola um cantinho do lenço (e para isso desfaz aquela película de ranho seco acumulada à superfície do lenço), cospe-lhe (à distância, o que implicou obviamente que cuspisse para a mão – problema imediatamente resolvido limpado às calças o excesso de saliva), entrega-mo e estende o seu olho aberto para que eu o livrasse daquele desconforto. Eu, depois de recuperar de um estado de estupefação absoluta, lá lhe limpei o argueiro, entreguei-lhe o lenço e recebi o seu agradecimento com um sorriso, lembrando-me do Evangelho com a certeza de que com este acto garanti o meu lugar no céu.

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