PistonCzar Spot

Outubro 12, 2007

Por aí

Filed under: Por aí — pistonczar @ 6:41 pm

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Caríssimos,

Hoje fui verificar as estatísticas deste blog e reparei em algumas coisas estranhas.

A que me pareceu mais estranha é, sem dúvida, o facto de a página deste blog que é mais visitada é justamente “About me”. E é estranho porquê? É estranho, antes de mais, porque as pessoas que visitam a página “About me” estão à procura de detalhes sobre mim. E isso é muito estranho. Depois, é estranho porque eu não tinha lá colocado rigorosamente nada. Então resolvi mudar isso e revelar finalmente ao mundo todos os detalhes sórdidos acerca da minha existência real. Podem verifica-lo aqui.

Outra coisa estranha é que as visualizações já são mais de 1000 e hoje já foram mais de 100. Tudo isto num mês e meio de blog. É verdade que me tem dado bastante trabalho e consumido tempo (que já antes era escassíssimo…), mas ainda assim tem-me dado bastante prazer escrever aqui.

Cumprimentos amistosos,

PistonCzar

P.S.: Hoje uma nova luz brilhou em Fátima. A luz de uma catedral luzidia.

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Outubro 4, 2007

Por aí – Implantes de repúblicas e Implantações de silicones

Filed under: Por aí — pistonczar @ 7:31 pm

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Amanhã comemora-se em Portugal a Implantação da República. Para além ser feriado nacional, e com isso termos mais um dia de folga, a Implantação da República é bastante mais que isso. Foi neste dia que em 1910 foi abolido o regime monárquico.

Antes de mais, e para que fique bem claro sou contra a monarquia, já que me parece um regime injusto na sua génese e na sua forma de sustentação. É um regime com as classes sociais claramente demarcadas, havendo por um lado o grupo dos previligiados – a aristocracia, e por outro a força trabalhadora – a plebe.

Sou completamente contra o regime monárquico antes de mais porque porque o rei não é escolhido pelos seus méritos, mas antes pelos seus pais. Se os seus pais forem reis, então o primeiro filho será príncipe e depois será rei. Caso tenha os pais certos mas tenha um irmão mais velho, será infante e passará toda a sua a vida a viver às custas do povo (isto claro se não arranjar coragem de matar os seus irmãos mais velhos). Se os seus pais forem plebeus – azar… espera-o uma vida de trabalho duro. E como eu sou plebeu, se há coisa que não me dá jeito nenhum é um regime monárquico. Mas se os meus pais fossem reis… as coisas seriam diferentes. Mas nesse caso estaria apenas em causa o interesse nacional. Nunca os meus proveitos próprios.

E como o rei não é escolhido pelas suas capacidades pode acontecer que esse rei seja completamente incapaz. Tomando o exemplo mais crasso, o caso de Afonso VI de Portugal. Este rei era completamente incapaz não só de governar o país, mas também de andar e falar decentemente. Não obstante a sua incapacidade, este rei governou. Ou melhor foi governado por nobres que o usavam como se de uma marionete se tratasse. Não acho que tal facto seja negativo, muito pelo contrário, acho até bastante positivo. A liderança destes astutos nobres foi tão eficaz que conseguiram que um rei fisicamente incapaz podesse ser conhecido para a posteridade como O Vitorioso. Com todo este parlapiá sou levado a concluir que, mesmo sob um regime monárquico, a liderança de um país é muito melhor quando é exercida por alguém capaz de a atingir, do que por alguém que herda o direito de governar à nascença.

Para além de tudo isto, as relações de consanguinidade são de tal maneira vulgares que a probabilidade de sair um indivíduo completamente destrambelhado não é de modo nenhum negligenciável. Nem sei se será mais justo chamar consanguinidade ou mansturbação, tal é a proximidade familiar.

Só há uma coisa que eu aprecio mais que implantações de repúblicas: implantes de silicones. E assim se justifica a imagem que ilustra este post.

Outubro 2, 2007

Por aí – O 2 de Outubro

Filed under: Por aí — pistonczar @ 7:36 pm

Bem sei que hoje o assunto previsto em discussão neste blog no dia de hoje seria Telhadela SA. Porém, o dia de hoje é especial, devendo por isso ser abordado de maneira diferente. E porque é que hoje é um dia especial? É especial porque hoje, 2 de Outubro, é o dia em que este mundo teve o privilégio de ver nascer duas das figuras mais relevantes do século passado. Mohandas Karamchand Gandhi nasceu em 1869 e Julius Henry Marx nasceu em 1890. Cada uma destas figuras merecia não apenas um post dedicado apenas a si próprio, mas a uma biblioteca completa.

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Gandhi foi para além de um exímio líder político indiano, um líder espiritual para o seu povo. Exerceu a sua influência sobre toda a Índia (numa altura em que esta incluia ainda o território do actual Paquistão), sobre hindus e muçulmanos, sendo a principal força da união (e talvez a única digna desse nome) de todo um povo, notando as suas diferenças claras, mas ainda assim mantendo a sua opinião que a Índia poderia incluir hindus e muçulmanos vivendo em perfeita harmonia. 

Provou que a lei da violência inglesa não poderia durar e que os indianos só seriam governados por ingleses se o quisessem. Combateu o imenso poderio militar e organizativo inglês com amor, singeleza e força de vontade.

São suas a palavras imortais:

“Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo.”

“Devemos expandir o círculo do nosso amor até que ele englobe todo o nosso bairro; do bairro, por sua vez, deve desdobrar-se para toda a cidade; da cidade para o estado, e assim sucessivamente até o objeto do nosso amor incluir todo o universo.”

“A política do olho por olho só acabará quando todos forem cegos”.

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Groucho Marx é uma figura que eu descobri mais recentemente e fiquei completamente impressionado. Impressionado a ponto de o considerar um dos maiores comediantes de todos os tempos. Uma comédia de rara inteligência, baseada numa fina ironia transversal, semeada de trocadilhos e jogos de palavras. Para mim o verdadeiro mestre da descontrução.

Groucho Marx é dos comediantes mais citados, mas ainda assim poucas são as pessoas que conhecem a sua obra devidamente. E todos os que conhecem a sua obra são seus fans. É impossível não o ser.

Algumas das suas citações mais conheciadas:

“Eu pretendo viver para sempre, ou morrer tentando.”

“Eu nunca esqueço uma cara, mas, no seu caso, vou abrir uma excepção”

“Acho a televisão muito educativa. Toda as vezes que alguém liga o aparelho, vou para outra sala e leio um livro.”

“O casamento é a principal causa do divórcio”

“Há muitas coisas na vida mais importantes que o dinheiro, mas são tão caras…”

Espero com isto ter contribuido para o conhecimento e o reconhecimento destas duas grandes personalidades do último século. Se não, pelo menos tentei.

Uma efeméride pessoal do dia de hoje foi o facto de, pela primeira vez na vida, ter tomado um comprimido. E logo um Clonix. Bendita dor de dentes!

Setembro 28, 2007

Por aí – A miséria laranja

Filed under: Por aí — pistonczar @ 9:03 pm

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Como tenho tido muitas visitas a esta minha propriedade internética, resolvi combater isso. E qual é a melhor forma de afugentar as pessoas? A melhor forma de o conseguir é, sem dúvida, falar de política. Se o Marcelo Rebelo de Sousa o faz, porque não hei-de eu fazê-lo? O que é que eu sou menos que ele? Sou, sem dúvida, menos ssssopinha de massssssa. Mas talvez isso seja uma vantagem minha em relação ao Marcelo. Agora que penso nisso, acho que o Marcelo devia era estar calado. Todos nós sabemos – pelo menos os que não têm memória de peixe, que matéria de líder o compõe.

Indo ao que interessa, hoje são as eleições que decidem o canditato que o PPD-PSD irá apresentar em 2009 para concorrer contra Sócrates. Canditado derrotado por Sócrates, bem entendido.

A verdade é que o PSD não me diz directamente respeito, mas ainda assim acho péssimo que o maior partido da oposição apresente dois luíses miseráveis candidatos para os liderar até 2009. O inábil Mendes e o habilidoso Menezes. Não sei com qualquer deles irão melhor servidos. Mas garanto que com qualquer um destes, o PSD não mudará o seu estatuto de oposição para governo, podendo apenas deixar de ser o maior da oposição. 

A política é realmente um local onde se juntam dos piores da sociedade. E o mais estranho é que são os piores de entre os piores que chegam mais alto. Deve ser um pré-requisito.

A política é um campo com implicações directas na vida de todos e de cada um de nós, mas apesar disso parece cada vez mais votada ao desinteresse geral. Será que faz sentido? Fica a questão.

Setembro 7, 2007

Por aí – Charlie Chaplin e a ditadura dos tempos modernos

Filed under: Por aí — pistonczar @ 8:21 pm

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Como não me apetece escrever algo de novo, vou limitar-me a copiar algo de antigo.

“The most unfair thing about life is the way it ends. I mean, life is tough. It takes up a lot of your time. What do you get at the end of it? A death. What’s that, a bonus? I think the life cycle is all backwards. You should die first, get it out of the way. Then, you go live in an old age home. You get kicked out when you’re too young, go collect your pension, then, when you start work, you get a gold watch on your first day. You work forty years until you’re young enough to enjoy your retirement. You drink alcohol, you party, and you get ready for High School. You go to primary school, you become a kid, you play, you have no responsibilities, you become a little baby, you go back into the womb, and you spend your last 9 months floating with luxuries like central heating, spa, room service on tap, then you finish off as an orgasm.”

Esta frase não foi dita por Charlie Chaplin, mas poderia ter sido (ver comentários), caso ele não estivesse a fazer outras coisas.

Acho Charlie Chaplin genial. Não só pela sua capacidade de fazer rir, mas principalmente pela capacidade de fazer pensar. Fazer rir muita gente consegue – até eu (quanto mais não seja por pena…). Riso consciente é bem mais difícil. Mas esse está apenas ao alcance de alguns. Deixemo-lo para esses. Se não conseguimos fazer melhor, imitemos os melhores. Tenho dito.

Setembro 6, 2007

Por aí – Para sempre Pavarotti

Filed under: Por aí — pistonczar @ 7:16 pm

Vou começar este período do blog com regras desnecessárias de uma forma bastante portuguesa – desrespeitando-as. Afinal de contas a conjuntura assim o impõe.

Hoje morreu Luciano Pavarotti, que foi para muitos, nos quais eu me incluo, um dos maiores tenores de sempre. Tinha 71 anos de vida, que irão continuar a contar, já que apesar de morto ele continuará vivo (da mesma forma que muitos estão mortos apesar de vivos…). Sempre achei que era o melhor intérprete das óperas italianas (que são as que mais gosto), nomeadamente as de Puccini (que era o seu compositor favorito e meu também). No entanto acho que era especialmente excepcional numa ária de “L’elisir d’amore” de Donizetti, por sinal bastante adequada ao dia de hoje.

 A letra é muito interessante e reza assim (para o estimado leitor poder fazer um divertido Karaoke):

Una furtiva lagrima
Negli occhi suoi spuntò… quelle festose giovani invidiar sembrò…
Che più cercando io vo?
M’ama, lo vedo.
Un solo istante i palpiti
Del suo bel cor sentir!..
Co’ suoi sospir confondere per poco i miei sospir!…
Cielo, si può morir;
Di più non chiedo.

Também eu não posso pedir mais. Morrer é que não me dava jeito nenhum… é que tenho coisas combinadas para o fim de semana.

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