PistonCzar Spot

Abril 7, 2008

Inquietações – As bufas de pantufas

Filed under: Inquietações — pistonczar @ 7:11 pm

Aviso preliminar: Esta crónica trata de assuntos de alguma forma malcheirosos, pelo que peço que os meus leitores com olfacto mais sensível não passem deste ponto. A sério. Vai cheirar mal.

Recentemente, e depois de um magnífico repasto contendo daquelas leguminosas em forma de rim, achei-me a questionar a flatulência. São estes assuntos elevados que ocupam a minha mente. A questão mais premente que me surgiu foi: Há duas características principais nos peidos (aparece no dicionário, que eu verifiquei!) que são o ruído e o cheiro. O que me intriga é o facto dessas mesmas características não se juntarem harmoniosamente num único e grandioso peido. Porque é que um peido ou é ruidoso ou malcheiroso? Haverá algum truque para conjugar tudo o que há de bom num único peido?

Se alguém souber responder a estas minhas questiúnculas, por favor não hesite. Ficar-lhe-ei eternamente grato (que rima com flato, o que me parece ser um encerramento grandioso).

Março 31, 2008

Inquietações – A nossa escola

Filed under: Inquietações — pistonczar @ 7:04 pm

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A inquietação de hoje é muito simples: será que a violência nas escolas portuguesas não vai acabar nunca?

Dantes era a violência desajustada e muitas vezes injusta dos professores para com os alunos, sendo estes muitas vezes violentados ao sabor dos meros humores dos professores. Hoje são os alunos que tratam de uma forma desrespeitosa e quanto a mim inqualificável os seus professores. O que parece é que o fiel da balança mudou o seu pendor demasiado rápido e não chegou sequer a passar pela posição em que nas escolas não havia violência da parte dos professores para com os alunos nem violência da parte dos alunos para com os professores.

Por isso vos digo: “Ó gorda! Ó peixona! Sai da frente!” ou o mais reconhecido “Dá-me o telemóvel já!”, frases que valeram a mudança compulsiva dos seus autores para outra escola. Espero que lhes sirva de emenda, mas tenho dúvidas, já que estas duas crianças voltaram à carga e retrataram-se nas suas coloridas e chamativas páginas do hi5.

Março 24, 2008

Inquietações – A reencarnação

Filed under: Inquietações — pistonczar @ 7:22 pm

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Ressuscitei! Aleluia! Aleluia!

(Este post tem o intuito de ser herético, irritando assim a Igreja Católica. Nunca aqui o tinha dito, mas é algo que me atrai bastante. Para além disso, serve também para lembrar os meus leitores que apesar da morte ter pairado neste blog durante algum tempo, ele ainda não morreu. E não morrerá.)

Fevereiro 25, 2008

Inquietações – O cabeça de microfone

Filed under: Inquietações — pistonczar @ 8:50 pm

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Como todos os meus leitores devem saber, o estilo do cabelo sempre foi uma forma muito específica de moda, sendo que a humanidade já passou por diversas fazes e com diferentes cortes de cabelo. Hoje temos como como caso mais mediático o cabelo daquele sujeito que já usou a camisola 6 do Benfica, mas que agora caiu em tal desgraça que treina uma equipa de meio da tabela e que usa umas camisolas às riscas verdes e brancas (uma equipa mais fraca que o Vitória de Setúbal).

Porém, os cortes de cabelo já foram bastante mais bizarros. O melhor exemplo disso são, sem qualquer sombra de dúvidas, os grupos de música. Este fim de semana, numa revista pelos canais, parei no VH1, que estava a passar o videoclip “More than a feeling” dos Boston. Esta banda, para além da música bastante inquietante que tocava (eu tenho um conceito bastante largo de música), também tinha um barbeiro bastante louco (ou pelo menos malandro). Realço especialmente o cabelo do baterista (é aquele sujeito sentado, que têm uma daquelas protecções para os microfones para evitar sons esquisitos quando se sopra directamente. Isto leva-me a questionar: Será que a cabeça do baterista dos Boston é um microfone? Só pode ser, uma vez que ele tem uma protecção só vista em microfones. E esta poderá ser a explicação de este elemento da banda ser o único que está sentado. Assim os restantes elementos da banda podem cantar directamente para o couro cabeludo deste indivíduo.

Agora, uma sugestão para a comunidade científica: acho que devem estudar a cabeça do baterista dos Boston, já que me acho que deve ser bastante raro um indivíduo com cabeça de microfone. Já tinha ouvido falar de gajos com cabeça de muita coisa (nem todas elas próprias…), mas de microfone é algo novo para mim.

Fevereiro 18, 2008

Inquietações – La nuestra bella España

Filed under: Inquietações — pistonczar @ 6:34 pm

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Hoje fui a Espanha, daí que a crónica de hoje tenha sido escrita no dia de amanhã, sendo, no entanto, publicada com a data de hoje. É esta uma das belezas do mundo da internet em geral e dos blogs em particular.

Na minha viagem a Espanha (fui apenas a Ourense) vi algo que me inquietou. À entrada de um túnel da Autoestrada, em Espanha, à semelhança de Portugal, os espanhóis têm um elemento de sinalização vertical que indica que deverão ser ligadas as luzes de cruzamento (ou médios). Porém, à saída do túnel, os espanhóis têm um sinal (parecido com o da figura que ilustra este post) que tem o símbolo de médios com a indicação de interrogação, como quem diz: “Señor condutor, veja lá se deve desligar ou não os médios, uma vez que se for já noite cerrada deverá manter os médios ligados”. Pelo contrário, em Portugal à saída dos túneis aparece apenas um sinal que indica que deverão ser desligados os médios seja qual for a situação da luminosidade em redor. Pensei um pouco nisso e acho que os espanhóis têm mais razão que nós quanto à sinalização à saída dos túneis.

Outro aspecto em que eu acho que os espanhóis têm mais razão que nós é nas portagens. Daí que eu sugira que se solte um ajuntamento popular que lute pela alteração da sinalização vertical à saída dos túneis e que abolisse as portagens. O ajuntamento popular poderia até ser constituído apenas por mulheres jovens (preferencialmente na casa dos 25) e que empunhem apenas uma enxada (para que a manifestação possa ser apelidada de popular; haverá alguma coisa mais popular que uma enxada?). Algo que me parece uma clara mais valia desta manifestação é que se realizasse em frente a mim (onde quer que eu estivesse) e essas “indivíduas” estivessem completamente nuas, apenas com o fito de dar mais visibilidade (pelo menos do corpo das manifestantes) à manifestação.

Fevereiro 11, 2008

Inquietações – O telecomando

Filed under: Inquietações — pistonczar @ 7:55 pm

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O telecomando da televisão do meu quarto tem as pilhas practicamente gastas. Estão tão gastas que já tenho alguma dificuldade em mudar de canal. Num destes dias, dei por mim a a bater com o comando e a usar uma força hercúlea para carregar nos botões para que o comando funcionasse. A certa altura ele lá se resolveu a funcionar. Despois de pousar calmamente o comando pus-me a pensar: porque é que quando as pilhas de telecomando estão com pouca carga nós premimos os botões com mais força? Será que faz alguma diferença? Será que premir o botão do telecomando com mais força é o equivalente ao tombar a motorizada para aproveitar aquela réstia de combustível que está por lá num canto do depósito? Talvez. De qualquer forma, achei bastante inquietante aquele meu comportamento perante um telecomando com as baterias prestes a bater as botas.

Janeiro 28, 2008

Inquietações – A ida ao futebol

Filed under: Inquietações — pistonczar @ 8:14 pm

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Este foi o ingresso que me proporcionou a entrada no jogo Vitória x Benfica que se realizou no sábado passado. Nunca aqui o revelei, mas sou benfiquista e de vez em quando gosto de ver a minha equipa jogar, especialmente contra uma boa equipa, como é bom exemplo o Vitória, que disputava neste jogo o 2º lugar do campeonato com o glorioso (são os restos que o Porto nos deixou… mas enfim!).

O lugar que me calhou em sorte não era maravilhoso, especialmente por duas razões:

– era no topo Norte, o que quer dizer que era atrás da baliza do Benfica na primeira parte e atrás da baliza do Vitória na segunda, dando-me a oportunidade para ver de perto 1 dos 4 golos que foram marcados no jogo;

– era no topo Norte, encalacrado entre as claques do Benfica, que como toda a gente sabe são mundialmente famosas pelo seu civismo e educação.

O lugar, não sendo o melhor, foi interessante, pelo menos em termos sociológicos, uma vez que pela primeira vez fui exposto a uma distância mínima a indivíduos que contrariam em toda a linha as teorias de Darwin sobre a evolução das espécies (ver aqui post relacionado). Estes, ao contrário do que afirmava Darwin, parece-me que regrediram a partir do macaco (não se ponham já com piadolas dizendo que o facto de serem do Benfica é sinal de regressão! Isso não tem graça nenhuma).

Estes indivíduos das claques (vamos chamar-lhes assim), logo que o Benfica marca, põem-se a acender foguetes e petardos e a largarem-nos logo ali junto dos seus próprios pés. Inquieta-me este comportamento, visto que o fumo para além de ter um cheiro horrível impede que se consiga ver para o campo. Outra coisa que me inquieta são alguns desses indivíduos que passam mais tempo a bater bombos e palmas (de costas para o campo) ou a fazerem gestos obscenos para os adeptos do Vitória que a ver realmente o Benfica a jogar. Porém, o erro poderá ser meu, já que como eu vou ao estádio com o objectivo de ver um jogo de futebol, também há quem vá aos estádios por outras razões.

Inquietação-mor: para que serve a revista individual que é feita aos espectadores? Dentro do estádio havia foguetes, petardos e vários tipos de drogas.

P.S.: Ainda assim não fui a pessoa mais azarada no estádio. Atrás de mim estava um senhor com 1,60m de altura, que tenho ideia que viu a minha nuca uma boa parte do jogo. Possivelmente esse senhor até está a escrever um post sobre isso. E tem 3 razões para não gostar do lugar que lhe calhou.

Janeiro 21, 2008

Inquietações – A ida do maneta [à casa de banho, uma vez que o membro que lhe falta não implica a não necessidade de visitar a casa de banho]

Filed under: Inquietações — pistonczar @ 8:34 pm

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Antes de mais, começo por pedir abundantemente desculpa a todos quantos se sentirem ofendidos com o conteúdo deste post. Há razão para isso, uma vez que este deve ser o post mais socialmente incorrecto que já publiquei aqui.

A inquietação que levanto aqui hoje perante vós é bastante prosaica, mas no entanto bastante complexa. Inquieta-me como é que poderão eventualmente os manetas lavar as mãos. Eu explico. Normalmente, as pessoas munidas de duas mãos, lavam as mãos por fricção, isto é, esfregando uma na outra (é justamente daí que vem a expressão “uma mão lava a outra”). No caso dos manetas essa “outra mão” não existe. A menos que os manetas se associem em grupos de dois sempre que precisem de se deslocar à casa de banho, para obter de forma indirecta a outra mão que precisam para lavar a sua.

O conselho do dia é, sempre que se cuzem com um maneta à saída da casa de banho, não o comprimentem com um aperto de mão. Apenas para não correr riscos desnecessários.

Acabo como comecei, pedindo desculpa a todos vós por ser um bruta-montes sem sentimentos. Entretanto, e se algum maneta me quiser acertar o passo, proponho o seguinte: poderá esganar-me, desde que o faça com ambas as mãos.

P.S.: Já repararam no título deste post? Deve ser o título mais longo da história dos posts. E o parentesis recto? Bem!… se desta vez não entro para o Guinness, acho que nunca o conseguirei.

Janeiro 14, 2008

Inquietações – O Marco Paulo

Filed under: Inquietações — pistonczar @ 8:13 pm

 

Hoje trago aqui à baila o grande cantor de seu nome artístico João Simão, mas que toda a gente insiste em chamar de Marco Paulo (já agora, já repararam na enorme quantidade de indivíduos que têm o azar de se chamar Marco Paulo por causa deste gajo, quando nem ele próprio tem esse nome).

Para além do magnífica vídeo que acompanha este post (o meu bem haja a quem o disponibilizou), que contém uma das maiores pérolas da música portuguesa: “Sempre que brilha o sol”, cuja letra é:

Sempre que brilha o sol,
Naquela praia
Sinto o teu corpo vibrar,
Dentro de mim

O teu respirar
Os teus olhos
O cabelo
Os teus beijos
Eu estremeço
Oh! Oh! Oh!
Sempre que brilha o sol,
Naquela praia
Sinto o teu corpo vibrar,
Dentro de mim
O teu respirar
A saudade
A loucura
O deliro
Eu estremeço
Oh! Oh! Oh!
Amor…
Estou aqui na praia
Com este sol que me acompanha
E me queima…
E me queima…

Toda esta letra é “muito linda” e de uma construção frásica incrível (reparem só que o Marco estremece dizendo: “Oh! Oh! Oh”), mas ora reparem lá nos versos a negrito. É preciso dizer mais alguma coisa? Bem me parecia.

Janeiro 9, 2008

Inquietações – O rei de Espanha

Filed under: Inquietações — pistonczar @ 7:45 pm

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O que inquieta não é o rei de Espanha em si próprio. Também não me inquieta que em Espanha vigore um regime monárquico. Isso escandaliza-me. Aliás, a minha opinião sobre a monarquia já foi expressa aqui (na comemoração do 5 de Outubro) e a minha opinião sobre aristocracia já a expliquei aqui (a propósito do meu cão), pelo que não darei mais relevo a esse assunto. Até porque não o merece.

Espanha, como país monárquico respeitável, festeja o dia de Reis (6 de Janeiro) com bastante pompa e circunstância, sendo que eles ligam mais a esse acontecimento que ao nascimento do Salvador (obviametente não o da Operção Triunfo. Apesar de esse também ser, aparentemente, proveniente de uma família com poderes).

O que me inquieta em tudo isto é o facto de os espanhóis terem escolhido para seu rei alguém cujo aniversário é a 5 de Janeiro. Está mal e parece-me um inconcebível erro de casting por parte do povo espanhol. Neste caso parece-me que a atitude correcta a tomar seria ou mudar o dia de Reis ou mudar de rei. Assim não dá. Confunde as pessoas. Noto agora com regozijo que me agrada especialmente a segunda hipótese. Escolher um rei apenas pelo seu dia de nascimento (6 de Janeiro) parece-me um critério bastante válido e interessante. Pelo menos tão válido e interessante como o que é usado actualmente.

E eis que não pretendendo dar a minha opinião sobre a monarquia acabei por expressa-la na mesma. Há coisas que são tão óbvias que é impossível escondê-las. Esta é, para mim, uma delas.

 

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