Tal como já havia prometido na Terça-feira, hoje apresento perante vós um caso prático de um incêndio potencialmente bem conseguido.
Por exemplo, em Telhadela existe um aviário, hoje desactivado, que serve de armazém de pneumáticos. Neste ponto deverá realçar-se um aspecto importante, que é o facto de os pneus serem um fartote no que toca a arder, e só quem nunca viu um pneu a arder é que se opõe a esta afirmação. Esse armazém, rodeado de árvores a curta distância é o local ideal para principiar um incêndio, uma vez que, tal como já referido, os pneus são uma boa matéria de consumo para um incêndio glutão. Por isso te digo amigo incendiário, se queres um incêndio à maneira aí tens a tua oportunidade de luxo.
NOTA ÓBVIA E PORTANTO DESNECESSARIAMENTE REFERIDA: As crónicas Telhadela SA desta semana não deverão ser levadas à letra, e deverão antes ser entendidas como ironia e como forma de satirizar um comportamento bastante vulgar (e quanto a mim incompreensível) na nossa sociedade, que é o acto de incendiar as “nossas” matas todos os anos quando chega o Verão (ou mesmo noutra estação, caso o tempo esteja de feição). Este ano, como o ano passado não correu bem para os incendiários (devido à chuva no Verão e não às políticas do governo), parece que a época de incêndios começou ainda mais cedo e até já ardeu lá para os lados da Sra. da Saúde. Deverá também entender-se das minhas palavras que eu repudio o comportamento tão português que é a transição directa entre a falta absoluta de legislação e uma legislação muitissímo apertada que não permite absolutamente nada (ou praticamente nada). E o facto de se saltar entre quadros legais tão díspares só fomenta a vontade e a tentativa de incumprimento da lei. O que, por princípio, deverá ser contrariado pelo legislador, uma vez que, quanto a mim, as leis deverão ser elaboradas na perspectiva de serem cumpridas pelos cidadãos ou entidades visadas. Neste caso, o Governo português na ânsia de mudar radicalmente a situação face aos incêndios de Verão (e eu concordo com isso!!!) impôs regras férreas quanto às novas construções (concordo novamente!!!), descurando todas as anormalidades que já estão construídas por esse país fora (descordo em toda a linha!!!). A situação do aviário em Telhadela é real e a ameaça que ele significa é obviamente real. Mas ninguém faz nada. Se se tentasse construir agora um armazém de pneus no meio da floresta seria absolutamente impossível, e mesmo um aviário só poderia ser construído a uma distância mínima de 50m da árvore mais próxima. Parece até que este aviário por ter sido construído há alguns anos não representa qualquer perigo potencial (real?!?) para um incêndio eventual (real?!?). Será verdade?

Falta de trabalho, falta de ocupação, queres trabalhar???
Vai pás obras xD xD xD
Comentar por anónimo — Junho 26, 2008 @ 7:16 pm |
kers falar comigo? Sabes onde me encontrar_!
Comentar por anónimo — Junho 26, 2008 @ 7:29 pm |