PistonCzar Spot

Fevereiro 29, 2008

Por aí – A agremiação musical “The Cranberries”

Filed under: Por aí — pistonczar @ 8:17 pm

“Dreams”. A minha canção favorita de um dos meus grupos de baile preferidos.

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Fevereiro 28, 2008

Telhadela – A Medida

Filed under: Telhadela SA — pistonczar @ 8:59 pm

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“1 Não julgueis, para que não sejais julgados. 2 Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.”

In Bíblia Sagrada, Mateus 7, 1-5

Como já devem ter reparado, hoje volto a citar a mesma fonte e o mesmo trecho que aqui. A razão é que durante a escrita da dita crónica me veio à lembrança uma história de tempos bastante idos, e que por isso já foi incorporada na mitologia de Telhadela. A dita história passou-se entre dois indivíduos, colegas de trabalho, e que por alguma picardia, ou apenas por birra de um deles, ficaram chateados. O mais pequeno (há até quem diga que ele não era escuro, sendo portanto clara), tentando colmatar a diferença de alturas entre ambos procurou a ajuda da maior vergasta que conseguiu encontrar. Quando lhe pareceu ter chegado a oportunidade propícia de atacar, lá se atirou ao seu oponente de vergasta em riste. O maior (realmente bastante maior – talvez 40cm) tirou-lhe da mão a vergasta e deu-lhe com ela até ficar satisfeito. E o nosso amigo grande não é daqueles que se contenta com pouco!

O nosso amigo meia-leca, não satisfeito e voltando à carga, resolveu ir acusar ao superior hierárquico de ambos, acusando o seu oponente de não ter tido piedade dele, não obstante o grande desnível de alturas, e até o tinha batido com uma vergasta bastante grande. O nosso amigo grande, chamado ao seu superior e questionado acerca da sua atitude reprovável de ter batido num homem pequeno e de mãos vazias com um pau bastante grande, respondeu bonacheirão: “Ai o pau é grande? Então pronto. Para a próxima, e se ele não quiser apanhar com um pau tão grande, que escolha outro. Eu só o bati com o pau que ele escolheu.”

Pois é meus amigos, tenham cuidado, porque a medida que usarem para bater em alguém poderá ser usada nas vossas costas e nessa altura a coisa é capaz de não ser divertida por aí além.

Fevereiro 27, 2008

Injustiças – O espectáculo

Filed under: Injustiças — pistonczar @ 8:32 pm

Fica aqui um pedacinho da gravação de um concerto de Sérgio Godinho ao vivo no CCB. Não estive presente neste concerto, mas garanto a quem nunca assistiu a um concerto dele que é um espectáculo grandioso. Seja ou não no Music Hall.

Fevereiro 26, 2008

Telhadela SA – O argueiro

Filed under: Telhadela SA — pistonczar @ 8:36 pm

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“1 Não julgueis, para que não sejais julgados. 2 Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. 3 E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? 4 Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? 5 Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão.”

In Bíblia Sagrada, Mateus 7, 1-5

Hoje trago perante vós uma das experiências estranhas a que fui sujeito. Certo dia, numa outra vida (não com o mesmo sentido que os budistas dão), tive que retirar um argueiro do olho de um meu irmão. Desde de já vos descanso garantindo-vos que nenhum dos meus olhos tem ou alguma vez teve ou terá uma trave. Este meu irmão, bastante vesgo, por um descuido lamentável, deixou que um dos seus olhos fosse atingido por um pequeno pedaço de pedra. Como eu era a única pessoa a quem ele poderia recorrer naquele momento, ele confiou-me a tarefa bastante difícil de remover a incómoda pedra. Para isso retirou da sua algibeira uma lenço de mão de flanela (noto aqui que este lenço havia sido usado pelo menos uma vez por cada um dos cidadãos da República Popular da China, o que em termos grosseiros dá algo como mais 1000 milhões de usos sem lavar), enrola um cantinho do lenço (e para isso desfaz aquela película de ranho seco acumulada à superfície do lenço), cospe-lhe (à distância, o que implicou obviamente que cuspisse para a mão – problema imediatamente resolvido limpado às calças o excesso de saliva), entrega-mo e estende o seu olho aberto para que eu o livrasse daquele desconforto. Eu, depois de recuperar de um estado de estupefação absoluta, lá lhe limpei o argueiro, entreguei-lhe o lenço e recebi o seu agradecimento com um sorriso, lembrando-me do Evangelho com a certeza de que com este acto garanti o meu lugar no céu.

Fevereiro 25, 2008

Inquietações – O cabeça de microfone

Filed under: Inquietações — pistonczar @ 8:50 pm

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Como todos os meus leitores devem saber, o estilo do cabelo sempre foi uma forma muito específica de moda, sendo que a humanidade já passou por diversas fazes e com diferentes cortes de cabelo. Hoje temos como como caso mais mediático o cabelo daquele sujeito que já usou a camisola 6 do Benfica, mas que agora caiu em tal desgraça que treina uma equipa de meio da tabela e que usa umas camisolas às riscas verdes e brancas (uma equipa mais fraca que o Vitória de Setúbal).

Porém, os cortes de cabelo já foram bastante mais bizarros. O melhor exemplo disso são, sem qualquer sombra de dúvidas, os grupos de música. Este fim de semana, numa revista pelos canais, parei no VH1, que estava a passar o videoclip “More than a feeling” dos Boston. Esta banda, para além da música bastante inquietante que tocava (eu tenho um conceito bastante largo de música), também tinha um barbeiro bastante louco (ou pelo menos malandro). Realço especialmente o cabelo do baterista (é aquele sujeito sentado, que têm uma daquelas protecções para os microfones para evitar sons esquisitos quando se sopra directamente. Isto leva-me a questionar: Será que a cabeça do baterista dos Boston é um microfone? Só pode ser, uma vez que ele tem uma protecção só vista em microfones. E esta poderá ser a explicação de este elemento da banda ser o único que está sentado. Assim os restantes elementos da banda podem cantar directamente para o couro cabeludo deste indivíduo.

Agora, uma sugestão para a comunidade científica: acho que devem estudar a cabeça do baterista dos Boston, já que me acho que deve ser bastante raro um indivíduo com cabeça de microfone. Já tinha ouvido falar de gajos com cabeça de muita coisa (nem todas elas próprias…), mas de microfone é algo novo para mim.

Fevereiro 22, 2008

Por aí – O país mais rico do mundo

Filed under: Por aí — pistonczar @ 8:48 pm

E assim se faz a campanha eleitoral no país mais rico do mundo.

A política em Portugal é má, mas ainda não chegou a tanto. Esperemos que nunca chegue.

Fevereiro 21, 2008

Telhadela SA – O manual do incendiário – o caso prático

Filed under: Telhadela SA — pistonczar @ 7:49 pm

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Tal como já havia prometido na Terça-feira, hoje apresento perante vós um caso prático de um incêndio potencialmente bem conseguido.

Por exemplo, em Telhadela existe um aviário, hoje desactivado, que serve de armazém de pneumáticos. Neste ponto deverá realçar-se um aspecto importante, que é o facto de os pneus serem um fartote no que toca a arder, e só quem nunca viu um pneu a arder é que se opõe a esta afirmação. Esse armazém, rodeado de árvores a curta distância é o local ideal para principiar um incêndio, uma vez que, tal como já referido, os pneus são uma boa matéria de consumo para um incêndio glutão. Por isso te digo amigo incendiário, se queres um incêndio à maneira aí tens a tua oportunidade de luxo.

NOTA ÓBVIA E PORTANTO DESNECESSARIAMENTE REFERIDA: As crónicas Telhadela SA desta semana não deverão ser levadas à letra, e deverão antes ser entendidas como ironia e como forma de satirizar um comportamento bastante vulgar (e quanto a mim incompreensível) na nossa sociedade, que é o acto de incendiar as “nossas” matas todos os anos quando chega o Verão (ou mesmo noutra estação, caso o tempo esteja de feição). Este ano, como o ano passado não correu bem para os incendiários (devido à chuva no Verão e não às políticas do governo), parece que a época de incêndios começou ainda mais cedo e até já ardeu lá para os lados da Sra. da Saúde. Deverá também entender-se das minhas palavras que eu repudio o comportamento tão português que é a transição directa entre a falta absoluta de legislação e uma legislação muitissímo apertada que não permite absolutamente nada (ou praticamente nada). E o facto de se saltar entre quadros legais tão díspares só fomenta a vontade e a tentativa de incumprimento da lei. O que, por princípio, deverá ser contrariado pelo legislador, uma vez que, quanto a mim, as leis deverão ser elaboradas na perspectiva de serem cumpridas pelos cidadãos ou entidades visadas. Neste caso, o Governo português na ânsia de mudar radicalmente a situação face aos incêndios de Verão (e eu concordo com isso!!!) impôs regras férreas quanto às novas construções (concordo novamente!!!), descurando todas as anormalidades que já estão construídas por esse país fora (descordo em toda a linha!!!). A situação do aviário em Telhadela é real e a ameaça que ele significa é obviamente real. Mas ninguém faz nada. Se se tentasse construir agora um armazém de pneus no meio da floresta seria absolutamente impossível, e mesmo um aviário só poderia ser construído a uma distância mínima de 50m da árvore mais próxima. Parece até que este aviário por ter sido construído há alguns anos não representa qualquer perigo potencial (real?!?) para um incêndio eventual (real?!?). Será verdade?

Fevereiro 20, 2008

Injustiças – Os “Trabalhadores do comércio”

Filed under: Injustiças — pistonczar @ 8:01 pm

Hoje lanço a seguinte questão: “Ainda se lembram dos Trabalhadores do comércio?”

Quer se lembrem ou não, eu acho que debem tarquietinhos e caladinhos ou lebão nu fucinho.

Aquilo é que eram tempos…

Fevereiro 19, 2008

Telhadela SA – O manual do incendiário

Filed under: Telhadela SA — pistonczar @ 10:09 am

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Pois bem, hoje estou decidido a fazer aqui serviço público. Daí o muitíssimo sugestivo título deste post. Vou portanto dar umas aulas aqueles meus leitores que em silêncio ficam desgostosos por eu não abordar aqui um assunto de tamanha relevância e que é, sem a menor dúvida, do interesse geral. Todos nós sabemos que pululam por aí muitos pirómanos com tiques de incendiário e muitos incendiários com tiques de pirómano. É para esses em especial que eu dedico esta minha crónica de hoje.

A primeira lição a dar a um incendiário é que, e como diz o povão, depois da tempestade vem a bonança e consequentemente (e isto o povo nunca refere…) depois da bonança vem a tempestade. Isto equivale a dizer que depois da estação das chuvas chegará inexoravelmente o estio. Tal como outras actividades, também a actividade de incendiário deverá ser preparada com a suficiente antecedência. Assim, é de todo conveniente que a preparação da época dos fogos (expressão deliciosa usada por jornalistas em início de carreira e que ansiosos por mediatismo e exposição pública vão para junto das populações que vêm os seus haveres e o trabalho de uma vida a serem consumidos pelas chamas apenas para lhes fazerem a pergunta mais estúpida do mundo: “Então e agora como é que vai ser?”. O que eles esperam que lhes responda? Que vai ser muito bom?!? Para além disso, esta expressão indica ainda uma espécie de sazonalidade da época dos fogos, como se fosse obrigatório por lei que todos os anos houvesse um época de incêncios com notícias escaldantes e mapas de Portugal cobertos de fogareiros).

A segunda lição a dar a um incendiário é que se vais para o mar deverás preparar-te em terra. Deste modo, o incendário prudente deverá levar para a mata fósforos que não estejam húmidos (esse enorme flagelo do incendiário), sendo que deverá ser obtida uma confirmação acerca do estado desses mesmos fósforos. Chamo aqui a atenção que não deverão ser testados todos os fósforos, já que os fósforos são como as fraldas actuais – são descartáveis.

A terceira lição – aqui começa o chamado trabalho de campo, é que deverá ser procurada um localização adequada para o início do incêncio. Todos nós sabemos que muitos dos incêndios que por aí se veêm não atingiram sequer metade das suas potencialidades porque não foi tida em suficiente atenção o local onde é ateado o incêndio. Neste ponto existe um binómio que deverá ser analisado com todo o cuidado. Refiro-me obviamente à dicotomia “dificulade no acesso-velocidade de propagação”. Como é lógico dever-se-ão escolher locais de muito difícil acesso e de grande velocidade de propagação. Porém, nem sempre é possível atear um incêndio num local de características tão propícias, daí que não raras vezes se tenha que recorrer a opções de compromisso. Logicamente, tal não deverá ser um entrave à boa actuação de um incendiário ousado.

A quarta lição é abandonar o local o mais depressa possível, uma vez que parecendo que não, o fogo queima.

Para a próxima Quinta-feira reservo para vós as lições práticas que complementarão as lições teóricas que hoje leccionei. Depois disso estarão completamente habilitados para a iniciação de incêndios.

Fevereiro 18, 2008

Inquietações – La nuestra bella España

Filed under: Inquietações — pistonczar @ 6:34 pm

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Hoje fui a Espanha, daí que a crónica de hoje tenha sido escrita no dia de amanhã, sendo, no entanto, publicada com a data de hoje. É esta uma das belezas do mundo da internet em geral e dos blogs em particular.

Na minha viagem a Espanha (fui apenas a Ourense) vi algo que me inquietou. À entrada de um túnel da Autoestrada, em Espanha, à semelhança de Portugal, os espanhóis têm um elemento de sinalização vertical que indica que deverão ser ligadas as luzes de cruzamento (ou médios). Porém, à saída do túnel, os espanhóis têm um sinal (parecido com o da figura que ilustra este post) que tem o símbolo de médios com a indicação de interrogação, como quem diz: “Señor condutor, veja lá se deve desligar ou não os médios, uma vez que se for já noite cerrada deverá manter os médios ligados”. Pelo contrário, em Portugal à saída dos túneis aparece apenas um sinal que indica que deverão ser desligados os médios seja qual for a situação da luminosidade em redor. Pensei um pouco nisso e acho que os espanhóis têm mais razão que nós quanto à sinalização à saída dos túneis.

Outro aspecto em que eu acho que os espanhóis têm mais razão que nós é nas portagens. Daí que eu sugira que se solte um ajuntamento popular que lute pela alteração da sinalização vertical à saída dos túneis e que abolisse as portagens. O ajuntamento popular poderia até ser constituído apenas por mulheres jovens (preferencialmente na casa dos 25) e que empunhem apenas uma enxada (para que a manifestação possa ser apelidada de popular; haverá alguma coisa mais popular que uma enxada?). Algo que me parece uma clara mais valia desta manifestação é que se realizasse em frente a mim (onde quer que eu estivesse) e essas “indivíduas” estivessem completamente nuas, apenas com o fito de dar mais visibilidade (pelo menos do corpo das manifestantes) à manifestação.

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