PistonCzar Spot

Janeiro 30, 2008

Injustiças – Os 100 posts

Filed under: Injustiças — pistonczar @ 7:29 pm

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Hoje lembro aqui uma das maiores injustiças que aconteceram nos últimos tempos e que vem durando desde Agosto passado. Falo obviamente da comemoração do centésimo post publicado num blog absolutamente abjecto e que por sinal é este mesmo.

Quando nos idos de Agosto de 2007 empreendi aquilo que poderia chamar-se com justiça “tentativa de escrever umas patetices na internet” nunca pensei que conseguisse escrever patetices com uma periodicidade diária (pelo menos nos dias úteis). Hoje, 100 posts depois (e consequentemente 100 patetices), apercebo-me que foi possível, e mais, apercebo-me que ainda me restam muitas mais patetices.

Fiquem por aí que eu ficarei por aqui. Pelo menos para já.

P.S.: Não sei se sabem, mas este é o meu 104º post. É bastante pateta celebrar o 100º post no 104º não é? É essa a patetice deste post.

Janeiro 29, 2008

Telhadela SA – Os dois irmãos e o vizinho

Filed under: Telhadela SA — pistonczar @ 9:05 pm

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Na esteira de histórias famosíssimas que tratam de “alguma coisa” e “outra coisa” (por ordem crescente de importância: “Romeu” e “Julieta”, “Ali Babá” e “os 40 ladrões” e, sem dúvida o mais sonante, “Três homens” e “um bébé”), trago-vos hoje (ontem) uma história em que “alguma coisa” são dois irmãos e “outra coisa” é o seu vizinho.

Para proteger devidamente a identidade dos visados usarei nomes genéricos como Irmão A, Irmão B e Vizinho.

Era uma vez, numa terra fabulosa com o nome poético de Telhadela, dois irmãos e um vizinho que brincavam no jardim em frente de sua casa num ameno dia de Verão. Estas 3 pessoas brincavam a um jogo inofensivo e que poderia ser pomposa e justamente designado como “Assassinato em série com uma arma de pressão de ar”. O que aconteceu foi o mais previsível, foi que a arma tinha um chumbo (nenhum dos 3 intervenientes tinha conhecimento disso… julgo eu!) e quando o Irmão A a apontou para o Irmão B e disparou, o chumbo acertou-lhe em cheio e a escassos milímetros de um dos olhos (não se pode criticar o Irmão A por falta de pontaria…). O vizinho, que assistiu a isto enquanto esperava pela sua vez de jogar, exclamou de imediato: “Ó Bruno! Tu mataste o teu irmão!”. O Irmão A assustado com a possibilidade de vir a ser julgado e preso por homicídio em primeiro grau (ainda por cima com testemunhas…) tentou resolver a situação dizendo “Ó João! Não digas nada à mãe!” ao seu irmão que estava a rebolar no chão agarrado a um dos olhos. O Irmão A, depois de recuperado o seu discernimento, diz para o seu vizinho: “Ó Bruno! Anda aqui ajudar!”.

Esta história acabou por não resultar em mais do que uma história para ser contada num blog de boa disposição, pelo que espero que os seu irtervenientes não venham atrás de mim com a famigerada arma de chumbos (só que desta vez com o conhecimento da existência de chumbo na arma).

Agradeço ao Irmão A por me ter contado esta história com uma inexcedível representação cómica e peço-lhe desculpa por reproduzi-la aqui com muito menos graça.

Janeiro 28, 2008

Inquietações – A ida ao futebol

Filed under: Inquietações — pistonczar @ 8:14 pm

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Este foi o ingresso que me proporcionou a entrada no jogo Vitória x Benfica que se realizou no sábado passado. Nunca aqui o revelei, mas sou benfiquista e de vez em quando gosto de ver a minha equipa jogar, especialmente contra uma boa equipa, como é bom exemplo o Vitória, que disputava neste jogo o 2º lugar do campeonato com o glorioso (são os restos que o Porto nos deixou… mas enfim!).

O lugar que me calhou em sorte não era maravilhoso, especialmente por duas razões:

– era no topo Norte, o que quer dizer que era atrás da baliza do Benfica na primeira parte e atrás da baliza do Vitória na segunda, dando-me a oportunidade para ver de perto 1 dos 4 golos que foram marcados no jogo;

– era no topo Norte, encalacrado entre as claques do Benfica, que como toda a gente sabe são mundialmente famosas pelo seu civismo e educação.

O lugar, não sendo o melhor, foi interessante, pelo menos em termos sociológicos, uma vez que pela primeira vez fui exposto a uma distância mínima a indivíduos que contrariam em toda a linha as teorias de Darwin sobre a evolução das espécies (ver aqui post relacionado). Estes, ao contrário do que afirmava Darwin, parece-me que regrediram a partir do macaco (não se ponham já com piadolas dizendo que o facto de serem do Benfica é sinal de regressão! Isso não tem graça nenhuma).

Estes indivíduos das claques (vamos chamar-lhes assim), logo que o Benfica marca, põem-se a acender foguetes e petardos e a largarem-nos logo ali junto dos seus próprios pés. Inquieta-me este comportamento, visto que o fumo para além de ter um cheiro horrível impede que se consiga ver para o campo. Outra coisa que me inquieta são alguns desses indivíduos que passam mais tempo a bater bombos e palmas (de costas para o campo) ou a fazerem gestos obscenos para os adeptos do Vitória que a ver realmente o Benfica a jogar. Porém, o erro poderá ser meu, já que como eu vou ao estádio com o objectivo de ver um jogo de futebol, também há quem vá aos estádios por outras razões.

Inquietação-mor: para que serve a revista individual que é feita aos espectadores? Dentro do estádio havia foguetes, petardos e vários tipos de drogas.

P.S.: Ainda assim não fui a pessoa mais azarada no estádio. Atrás de mim estava um senhor com 1,60m de altura, que tenho ideia que viu a minha nuca uma boa parte do jogo. Possivelmente esse senhor até está a escrever um post sobre isso. E tem 3 razões para não gostar do lugar que lhe calhou.

Janeiro 25, 2008

Por aí – Boca do inferno

Filed under: Por aí — pistonczar @ 7:23 pm

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Hoje aproveitando o exemplo que nos é dado semanalmente pelo prof. Marcelo e apresento aqui um livro. Porém, ao contrário do nosso bom e assertivo professor, eu efectivamente li o livro. O que, parecendo que não, é uma vantagem quando se trata de falar sobre esse livro.

O livro que vos recomendo vivamente é o “Boca do Inferno” escrito por Ricardo Araújo Pereira (imortalizado com o epídeto de “o grande dos gato fedorento”) e ilustrado por João Fazenda (um comunista com jeito para o desenho). Este livro reúne as crónicas homónimas que semanalmente aparecem na revista Visão.

Para vos deixar um gostinho na boca (do inferno…) ilustro este post com uma das crónicas que mais me agradou. Para ver é favor clicar na imagem para a aumentar. A menos que tenham mesmo boa visão (nota para os mais incautos: trocadilho com o nome da revista onde aparecem as crónicas).

Janeiro 24, 2008

Telhadela SA – A crise bolsista

Filed under: Telhadela SA — pistonczar @ 8:38 pm

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Actualmente vivemos uma crise bolsista. E também uma crise leiteira. Parece que a política agrícola comum finalmente fez das suas.

Ainda recordo com saudade, tal como disse aqui, os tempos em que vacas passeavam alegremente pela aldeia com os seus donos pela trela. A venda de leite por parte das famílias, não sendo uma fonte de rendimentos abundante, ainda assim ajudou muitas pessoas a viver um pouco acima da miséria absoluta. Especialmente em zonas bastante isoladas e deprimidas.

Agora que já passou a nuvem negra dos assuntos sérios, pode raiar o sol da galhofa suprema. Certo indivíduo, também ele habituado a passear as suas vaquinhas, chega a casa depois da sua jornada de trabalho. Ao chegar repara que havia na sua cozinha um electrodoméstico novo. Era um exemplar completamente novo da caixinha que mudou o mundo. Estupefacto, inquiriu de imediato a sua esposa: “De quem é esta televisão?” A sua esposa, bastante resoluta, respondeu-lhe: “É nossa. Porquê?”

Ao reproduzir esta história perante as mais variadas plateias, o personagem principal desta história, atirava ainda de sua lavra: “Comprou aquilo com o dinheiro das vaquitas!” como moral da história. E é uma bela moral da história.

 

Janeiro 23, 2008

Injustiças – Os avanços da medicina em Rio Tinto

Filed under: Injustiças — pistonczar @ 8:02 pm

Há alguns dias, numa revista pela secção de classificados de um jornal diário gratuito, encontrei isto:

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Então não é que Portugal tem um centro de investigação médica de ponta e ninguém me disse nada? E esse centro de investigação está logo localizado em Rio Tinto, uma cidade tantas vezes esquecida quando o assunto dos novos avanços da medicina vem à baila. Especialmente quando se trata de aumento peniano.

É essa injustiça que eu tento combater hoje.

Inquieta-me a expressão “pénis de sonho”. Quem raio sonha com pénis? Eu não.

Janeiro 22, 2008

Telhadela SA – A feira dos 22

Filed under: Telhadela SA — pistonczar @ 8:28 pm

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Na verdade a feira dos 22 não é em Telhadela, mas sim num burgo lá próximo que dá pelo nome de Espinheira, mas ainda assim acho que esta feira deveria ser proclamada património mundial pela UNESCO, sendo portanto propriedade de todos nós. Esta localidade vive o seu dia de maior orgulho no dia 22 de Janeiro de cada ano. E porquê? Porque é neste dia que se realiza a magnífica feira anual (que já foi mensal, ao 22 de cada mês, daí a originalidade do nome).

A esta hora já estão todos os habitantes da Espinheira que me leêm diariamente a espumar pela boca prometendo-me pernas e pescoços partidos. Na realidade, por esta hora os habitantes da Espinheira já estão a espumar pela boca mas apenas devido à bebedeira que têm no canastro. Até porque na Espineira ninguém me lê. E fazem eles muito bem.

Eu próprio também sou (ou melhor, tenho sido) um visitante assíduo da feira dos 22 – não para me embebedar, mas para ver os artigos que lá se vendem. Alguns deles até dá vontade de comprar apenas para servirem como prova a outras pessoas que achavam que esses artigos não se vendiam. Esta feira, e penso que não estou a exagerar, é a maior concentração mundial de quadros do menino da lágrima (é, para mim, das maiores parolices à face da terra) e de Jesus Cristo com aquele ar ternurento, canecas para vinho com a face do Zé Povinho, tamancos (haverá alguém que compre aquilo para além de dançarinos do rancho folclórico?), canivetes (para descascar a fruta, limpar o sarro debaixo das unhas e ocasionalmente limpar a cera das orelhas – não muitas vezes, porque toda a gente sabe que provoca surdez caso se repita este gesto amiudadas vezes). Mas o item que eu gosto mais nesta feira é o vendedor ambulante que tem uma carrinha cheia de artigos e vai para cima dela (da carrinha) com um microfone preso ao pescoço por um arame e com a cabeça (do microfone) envolta num lenço (convém que já tenha sido usado por alguém constipado, apenas para melhorar a qualidade do som) e começa a anunciar os seus produtos: “O primeiro freguês que me chegar aqui com €10 leva uma mala de ferramentas com… não uma, não duas, não cinco, mas dez chaves de bocas! E leva ainda uma toalhinha para a mesa que sou eu que ofereço. Ó fregueses! €10 por isto tudo. Mas…, espera aí… eu hoje estou maluco, com este conjunto todo leva ainda… não um, não três, mas vinte pares de meias pelos mesmos €10! Aproveitem fregueses que a mercadoria está p’ra acabar! Eu já estou a perder dinheiro!”

A fotografia que ilustra este post é de um destes vendedores na feira dos 22 numa magnífica tarde de sol.

Janeiro 21, 2008

Inquietações – A ida do maneta [à casa de banho, uma vez que o membro que lhe falta não implica a não necessidade de visitar a casa de banho]

Filed under: Inquietações — pistonczar @ 8:34 pm

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Antes de mais, começo por pedir abundantemente desculpa a todos quantos se sentirem ofendidos com o conteúdo deste post. Há razão para isso, uma vez que este deve ser o post mais socialmente incorrecto que já publiquei aqui.

A inquietação que levanto aqui hoje perante vós é bastante prosaica, mas no entanto bastante complexa. Inquieta-me como é que poderão eventualmente os manetas lavar as mãos. Eu explico. Normalmente, as pessoas munidas de duas mãos, lavam as mãos por fricção, isto é, esfregando uma na outra (é justamente daí que vem a expressão “uma mão lava a outra”). No caso dos manetas essa “outra mão” não existe. A menos que os manetas se associem em grupos de dois sempre que precisem de se deslocar à casa de banho, para obter de forma indirecta a outra mão que precisam para lavar a sua.

O conselho do dia é, sempre que se cuzem com um maneta à saída da casa de banho, não o comprimentem com um aperto de mão. Apenas para não correr riscos desnecessários.

Acabo como comecei, pedindo desculpa a todos vós por ser um bruta-montes sem sentimentos. Entretanto, e se algum maneta me quiser acertar o passo, proponho o seguinte: poderá esganar-me, desde que o faça com ambas as mãos.

P.S.: Já repararam no título deste post? Deve ser o título mais longo da história dos posts. E o parentesis recto? Bem!… se desta vez não entro para o Guinness, acho que nunca o conseguirei.

Janeiro 18, 2008

Por aí – Os Aztec Camera

Filed under: Por aí — pistonczar @ 7:40 pm

Hoje voltei a ouvir esta música dos Aztec Camera. Digam lá se isto não é rock n’ roll do melhor que já se fez (e fará…).

Janeiro 17, 2008

Telhadela SA – A bosta

Filed under: Telhadela SA — pistonczar @ 8:33 pm

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Hoje, num passeio se uma das maiores cidades portuguesas, dei de caras com um cócó de cão (viva o eufemismo) de tamanho XXL. Ao olhar para aquele bosteiro, pus-me a amaldiçoar o energúmeno que havia trazido o seu belo cãozinho para que ele fizesse daquele belo passeio a sua retrete pessoal. Aproveito agora aqui este meu espaço de antena para lançar um repto: e se todos os meus caros leitores ao ver um indivíduo com o seu cão na posição de cagada o interpelassem e lhe fizessem duas perguntas singelas: “Já que acha adequado o seu cão cagar num passeio que também é meu, o que acha de eu ir cagar a sua casa? Pode ser mesmo em cima da mesa da sala de jantar?”. Fica a sugestão.

Vinha eu remoendo estes meus pensamentos, quando mais uma vez me chegou à lembrança um exemplo de quão grande Telhadela é. Quando eu era mais novo, os orgulhosos donos de vacas traziam as suas mimosas ao anoitecer (e não cães! “botem” os olhos nisto meninos da cidade!) para ver as vistas e aproveitavam para lhes tirar o seu precioso leitinho na ordenha. Consequência disso? Grandes bostas de vacas espalhadas por toda a aldeia. Por isso, em verdade vos digo, quando os citadinos se acham os maiores por terem na sua cidade tudo em mais e maior, que se lembrem que em Telhadela as bostas não são de canídeos, mas sim dos mais belíssimos exemplos de gado vacum.

Até as maiores bostas são as de Telhadela! Viva Telhadela! Viva!

 

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