PistonCzar Spot

Dezembro 21, 2007

Por aí – As merecidas

Filed under: Por aí — pistonczar @ 12:49 pm

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Férias. Feiertage. Vacaciones. Vacances. Διακοπες. Vakantie. Vacanze. праздники.

Até 2008.

Dezembro 20, 2007

Telhadela SA – A falta de tempo e a guerra leiteira

Filed under: Telhadela SA — pistonczar @ 8:26 pm

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Hoje escrevi um post magnífico. Só que não o quis publicar porque iria arruinar a qualidade deste blog. A qualidade iria subir ligeiramente e isso não é coisa que eu queira.

Amahã colocarei aqui um post com a qualidade a que já vos habituei. A pior qualidade que já vos foi dada a apreciar.

Até amanhã.

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Pois bem, como hoje já é amanhã vou escrever-vos o post que vos prometi. Vou até fazer uma que eu considero muito divertida. Vou pegar em dois assuntos aparentemente imiscíveis e vou juntá-los e fazer deles um post também ele sem o menor sentido. Têm dúvidas? Então reparem nisto.

Os assuntos aparentemente impossíveis de relacionar são a guerra e o leite. 

Há muito tempo, na nossa amada terriola, havia um miúdo que foi atropelado por um camião de transporte de leite. Foi uma grande tragédia, uma vez que este adolescente viria a falecer em tenra idade devido a este mesmo atropelamento. Já no funeral do miúdo, quando estavam reunidos todos os rapazolas de idade semelhante ao defunto, gerou-se um silêncio deveras desconfortável. O irmão do defunto, também ele nesse grupo, para combater tal silêncio lembrou-se de uma tirada fantástica: “Olha… este [pelo seu irmão defunto] é que está bem! Pelo menos já não vai à tropa.”

Não sei em que medida é que ser esmagado por um camião de transporte de leite e acabar por morrer em consequência disso poderá ser melhor que ir à tropa. Mas… cada cabeça sua sentença. E eu não detenho a verdade absoluta.

Este parece-me claramente o indivíduo mais merecedor do grande prémio do júri (que sou eu próprio) para a categoria “Mais vale permanecer calado e parecer um imbecil que abrir a boca e dissipar todas as dúvidas”. E é isto.

 

Dezembro 19, 2007

Injustiças – Os “The Beach Boys”

Filed under: Injustiças — pistonczar @ 8:18 pm

Não é que eu ache que os meus caros leitores estejam com vontade de saber acerca dos meus gostos musicais, mas eu sempre fui melómano e este é um dos assuntos que mais prezo. Não é certamente pela minha habilidade para eu próprio fazer música, actividade para a qual sou absolutamente inapto. Na realidade sou uma espécie de simétrico do  Beethoven (que não o cão São Bernardo), uma vez que sou incapaz de fazer música, mas capaz de a ouvir. É antes pela minha incapacidade para a música que me faz considera-la algo de admirável. E mais admiráveis os indivíduos que conseguem fazê-la nascer.

Os The Beach Boys são uma das bandas que eu acho mais admiráveis, especialmente pela simplicidade sonora, que roça até a infantilidade. Infantilidade essa presente nas vocalizações extraordinárias, um ritmo sonoro praticamente impossível de fazer resultar, mas que no final resulta. Esta banda, que foi uma espécie de parente americano pobre e labrego dos The Beatles, foi remetida ao esquecimento demasiado cedo. Na verdade parece-me que nunca chegaram a ser suficientemente lembrados. É essa tendência que eu tento inverter no dia de hoje. Wouldn’t it be nice if can do that? / Then we wouldn’t have to wait so long.

Dezembro 18, 2007

Telhadela SA – O rally tascas

Filed under: Telhadela SA — pistonczar @ 7:46 pm

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Há nomes próprios que ninguém tem. Ou pelo menos ninguém teria se os seus progenitores gostassem pelo menos um bodinho dessa pessoa. Nomes como Eleutério ou Gr0élia.

Gr0élia nem sempre foi Gr0élia. Houve um tempo em que era uma vulgar Goretti, mas devido a diversos acontecimentos de carácter alcoólico tal acabou por não ser assim. Eu explico.

Certo dia um casal concebe um criança do sexo feminino, à qual decidem chamar Goretti. Chegada à altura do nascimento, a mãe da criança fica no hospital a fazer companhia à recém-nascida (como convém!), enquanto que o pai se vem embora. Vem-se embora com a simples tarefa de ir registar a nova menina. Convém dizer aqui que ele não foi para lá directo. Teve um rally tascas no mesmo dia. Não havia nada a fazer. Ele tinha marcado um rally tascas para esse dia e não tinha hipótese de simplesmente não ir. Na verdade tinha-se comprometido a ir um rally tascas em todos os dias da sua vida, mas isso agora não interessa nada. Pois bem, quando chegou em frente à senhora do registo já estava a comer algumas sílabas, uma vez que toda a gente sabe que faz mal beber sem comer. Ao tentar dizer Goretti saía sempre algo que mais parecia “Gorila”. A senhora do registo achou aquilo tão estranho que ao fim de uma acesa discussão acabou por escolher o nome Gr0élia para dar à filha daquele senhor.

E esta é a história da Maria – programada Goretti, possível Gorila, mas que acabou por ser Gr0élia.

Dezembro 17, 2007

Inquietações – O leite

Filed under: Inquietações — pistonczar @ 7:52 pm

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Há quem não saiba, mas o leite flui por todo o lado.

Recentemente estava eu a tomar o meu pequeno-almoço na companhia do meu ilustre irmão, quando ele começa a entornar para a tigela dele um leite com uma embalagem deveras estranha. A estranheza estava, nomeadamente, no facto de a embalagem não ser verde com a vaquinha mimosa lá desenhada.

A curiosidade levou-me a levantar a embalagem e perguntar-lhe que raio de leite era aquele. Ele respondeu-me que era leite de arroz. E isso inquietou-me. Achei realmente inquietante que até aquele dia nunca tenha reparado nas tetinhas do arroz, mesmo sendo eu um apreciador de arroz. Tal facto poderá no entanto ser explicado pela reduzida dimensão das ditas cujas tetas. Se a relação entre tamanho de tetas e tamanho do animal for o mesmo para as vacas e para o arroz, as tetinhas do arroz não devem ser muito fáceis de apreciar a olho nu.

Uma coisa vos prometo: para a próxima estarei mais atento!

Dezembro 14, 2007

Por aí – O Almirante Pinheiro de Azevedo

Filed under: Por aí — pistonczar @ 7:30 pm

Hoje recordo o Almirante Pinheiro de Azevedo, que para além de primeiro ministro do sexto governo provisório depois do 25 de Abril de 1974, ainda arranjou tempo para frases que a memória não consegue apagar, e que vão de um “Bardamerda para o socialismo” até um “Bardamerda para o fascista”, passando por “Não gosto de ser sequestrado. Já fui sequestrado 2 vezes e não gostei. É uma coisa que me chateia pá! (…) Agora vou almoçar!”.

Vejam e comprovem que não é preciso um primeiro ministro cheio de tiques a pedir uma imitação do Ricardo Araújo Pereira par nos divertir a todos. O próprio primeiro ministro pode ser engraçado, mesmo quando fala sobre um assunto muito sério, com implicações para ele próprio e para o país.

Dezembro 13, 2007

Telhadela SA – A guerra civil

Filed under: Telhadela SA — pistonczar @ 8:18 pm

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Depois do post de ontem veio-me à memória a história de um indivíduo de Telhadela, se bem que emigrado há muitos anos, que quando numa quezília no tasco da aldeia com outro indivíduo da mesma raça, lhe prometeu que caso houvesse uma guerra civil a primeira coisa que faria seria dirigir-se a ele e matá-lo.

E é só isto. Por vezes esta simplicidade é incrivelmente reveladora, especialmente a dois níveis:

– Porque é que estes nossos conterrâneos não aproveitam a sua experiência no estrangeiro para evoluir e trazer-nos essa evolução para nos fazer evoluir também? Parece que estes emigrantes estão numa espécie de purgatório, não evoluindo com a sua sociedade de acolhimento nem como a sua sociedade de origem.

– Como diria A. Einstein, só há duas coisas infinitas no universo: o próprio universo e a estupidez dos homens.

Dezembro 12, 2007

Injustiças – A guerra colonial

Filed under: Injustiças — pistonczar @ 8:33 pm

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Hoje trago à baila aquela que para mim foi a maior injustiça cometida pelos portugueses no século passado – a guerra colonial.

Esta guerra para além de profundamente injusta e desnecessária – algo que eu já sabia, foi também bastante desumana – algo que eu ignorava completamente, desumanidade essa que nos tem sido dada a ver na série “A guerra” de Joaquim Furtado, que tem passado às terças-feiras na RTP. Esta desumanidade é, para mim,  absolutamente inexplicável. Os colonos não se limitavam a matar os indígenas, mas tinham ordens para o fazer com estilo. O mais vulgar era decapitar os nativos, aproveitando depois a sua cabeça para colocar na ponta de um pau, de maneira a dissuadir eventuais comportamentos dissidentes em relação aos emanados pelo governo da metrópole.

Ainda hoje, uma boa parte dos africanos guarda rancor aos europeus, e há que dizer em abono da verdade que esse rancor talvez seja justificado. Perante este documentário da RTP eu sinto que tenho muitas desculpas a pedir aos africanos. Concordo plenamente que as desculpas não se devam pedir, mas antes evitar-se, mas é mesmo tudo o que nos resta. Agora já não podemos fazer outra coisa.

Nós não tinhamos o direito de lhes termos feito um décimo do que lhes fizémos. Ainda temos muito bem para lhes fazermos até anularmos todo o mal e prejuízo que lhes causámos. Comecemos hoje mesmo!

Dezembro 11, 2007

Telhadela SA – A especialidade

Filed under: Telhadela SA — pistonczar @ 8:52 pm

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Tal como eu havia alertado em tempo oportuno e sede própria, em Telhadela procura-se furiosamente o ser o maior em alguma coisa ou ser especialista em algo. No fundo é um reflexo da sociedade globalizada que se faz sentir na sociedade da nossa bela aldeia – também ela global. A globalização, para além de trazer com ela manifestações sempre que se reunem os chefes de estado das nações mais desenvolvidas, traz também a necessidade de especialização dos indivíduos. A razão é bastante simples, basicamente é porque é manifestamente impossível estar apto a cumprir uma determinada gama alargada de tarefas. A complexidade de cada uma dessas tarefas impede que isso aconteça.

Assim há quem se especialize nas coisas mais variadas. Há muitas pessoas que se especializaram ao longo de muitos anos na construção de fornos. É um destes casos que vos trago hoje.

Este homem, quando confrontado por alguém para que lhe construísse um forno, respondeu-lhe que esta era a sua especialidade e que não havia nada no mundo que ele soubesse fazer melhor que fornos. Só não afirmou a pés juntos a este potencial cliente que tinha tirado o curso técnico de construção de fornos na Universidade da Beira Interior (pólo de Fornos de Algodres) porque não se lembrou. Ou então terá sido porque não existe um tal curso. Mas uma coisa vos digo, a Universidade da Beira Interior só perde por isso.

O petencial cliente, ao ver uma convicção tão grande por parte deste homem, confiou-lhe imediatamente a tarefa de lhe construir o tão almejado forno.

Já depois do forno construído, e enquanto o construtor e o dono do forno contemplavam uma tal obra de arte, o construtor afirmou para o dono: “Está um bocadinho torto… mas não está mal para o primeiro que eu faço!”

Como se vê pelo exemplo (tirado dentre inúmeros!), há pessoas dee outras localidades que se dedicam uma vida inteira para serem especialistas em algo enquanto que em Telhadela, é-se especialista mesmo antes de se fazer alguma coisa. É algo que nasce connosco. O então é do ar que se respira cá. Garanto-vos que é alguma coisa.

Dezembro 10, 2007

Inquietações – Os autocolantes nos automóveis

Filed under: Inquietações — pistonczar @ 7:41 pm

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Algo que sempre me inquietou foram os autocolantes que são colocados nos vidros traseiros dos automóveis de pais recentes. Os autocolantes de que falo têm mensagens tais como “Bébé a bordo!”, “Miúdos no banco de trás” ou, mais recentemente, autocolantes já personalizados com o nome da criança, algo do género “Gonçalo no banco de trás”.

A minha inquietação perante estes autocolantes é muito simples, basicamente inquieta-me o que pensará um indivíduo ao colar um tal autocolante no seu vidro traseiro. Ele deve pensar para com ele: “Ora bem… vou colocar este autocolante aqui para… para…”.

No entanto, tenho para mim que estas últimas reticências não poderão de maneira nenhuma serem preenchidas, só poderiam ser preenchidas caso a palavra anterior fosse “porque” e a razão para colar um tal autocolante no vidro seria “porque é um grande pateta”.

A verdade é que na selva diária do trânsito não me parece que haja alguém que pense: “Vou mas é devagar, que ali à frente vai um monovolume com um Gonçalo a bordo! e tenho de ter cuidado para não magoar ou aleijar o Gonçalo. Eu até levo comigo a mulher dos meus sonhos, e ela vai morrer se não chegar rapidamente ao hospital, porém mais vale ter cuidado com o Gonçalo e deixar a miúda morrer.”

Estes autocolantes terão alguma razão de ser? A única que me vem à memória é mesmo para identificação dos portugueses mais patetas. Os que tiverem autocolante podem ser automaticamente ser classificados como tal.

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