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Novembro 30, 2007

Por aí – O Winston Churchill

Filed under: Por aí — pistonczar @ 8:30 pm

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Faz hoje 133 anos que o mundo assistiu ao nascimento de Winston Leonard Spencer Churchill (WSC).

Este bonacheirão intrigante e provocador foi para mim a figura mais importante do século XX, e uma das pessoas que conseguiu realmente mudar o curso da história. O mundo seria certamente diferente se WSC não tivesse habitado este planeta e possivelmente já nem sequer existiria como o conhecemos sem WSC. Por isso hoje é um dia de verdadeira celebração para o mundo livre em particular e para a humanidade em geral.

A biografia de WSC é um dos 5 livros que estou a ler neste momento e confesso que a cada página que leio aumenta a minha admiração por este senhor (ainda só li umas 200 páginas e ainda só cheguei à fase em que ele é nomeado Primeiro Lorde do Almirantado, o que significa provavelmente 1/5 do total do livro), não apenas pela sua forma de agir, mas principalmente pela sua forma de falar. A esse propósito saliento esta acariação com um importante general inglês: 

O General Montgomery estava sendo homenageado, pois venceu Rommel na batalha da África, na IIª Guerra Mundial.

Discurso do General Montgomery:

“Não fumo, não bebo, não prevarico e sou herói”

Churchill ouviu o discurso e com ciúme, retrucou:

“Eu fumo, bebo, prevarico e sou chefe dele.”

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Novembro 29, 2007

Telhadela SA – O quê? O quê? Não ouvi…

Filed under: Telhadela SA — pistonczar @ 8:44 pm

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Alguns dias atrás assisti pela primeira vez ao processo através do qual é transformado o bagaço em aguardente. Este processo é uma espécie de metamorfose, em que a larva (o bagaço) se transforma numa bela borboleta (a aguardente) de 21º – tal como mandam as regras. O processo é em si bastante interessante e os apetrechos que permitem essa transformação são também eles interessantes. Mas nada disso bate o aroma do alambique. Realmente espetacular.

Enquanto lá estive armei-me em abelhudo e chateei o alambiqueiro (esta palavra é provavelmente um neologismo) para que este me explicasse todo o processo. Fiquei a saber bastante sobre o processo em si, mas o que o alambiqueiro não me explicou foi os usos que se poderão dar à aguardente. Começando pelos mais comezinhos, podemos por exemplo beber a aguardente, pegar-lhe fogo e assar lá um chouriço, sendo que os usos da aguardente não se ficam por aqui. Como toda a gente sabe, Telhadela sempre foi um lugar de reconhecida vanguarda no uso da aguardente – há até estudos da União Eupoeia que documentam que Telhadela está em vigésimo sétimo lugar a nível europeu no que toca ao avanço tecnológico no domínio da aguardente. Porém estes estudos talvez não devam ser levados a sério, uma vez que foram elaborados por apreciadores de aguardente depois de um dia de provas.

Têm dúvidas do que acabo de afirmar? Então conto-vos uma história que considero paradigmática. 

Certo dia, certo sujeito estava a construir um certo muro de pedra, quanto ao dar uma certa marretada numa certa pedra de uma certa maneira, esta certa pedra parte-se, sendo que uma certa pequena pedra entrou para um certo olho (um daqueles alojados na cabeça…). Este certo sujeito, depois de certas esfregadelas para tentar remover a certa pedra, desistiu, esperando que ao chegar a sua casa a sua certa esposa lhe removesse a certa pedra do certo olho. A chegar à sua certa casa informa a sua certa esposa, que de imediato se dirige à garrafa da aguardente e abeirando-se do certo sujeito, lhe diz: “Lavanta!”, que é como que diz abre o certo olho que tem a certa pedra. O certo sujeito assim faz, e então a sua certa esposa põe a garrafa à boca, bocheca um pouco e “Bbbbrrrrr…” atira-lhe para o certo olho ferido uma baforada de aguardente. Não sei se esta senhora removeu a pedra do olho do seu marido, o que eu sei é que ele certamente esqueceu a dor causada pela pedra. Essa dor foi substituída por uma muito maior devida ao nada natural encontro imediato entre aguardente e um olho ferido.

Novembro 28, 2007

Injustiças – Os Bell and Sebastian

Filed under: Injustiças — pistonczar @ 8:29 pm

Hoje ouvi pela primeira vez Bell and Sebastian. É realmente injusto que só me tenha apercebido da existência desta banda 12 anos depois do lançamento do seu primeiro álbum de originais. Ainda por cima uma banda que tem o nome inspirado numa popular série de desenhos animados dos anos 70, da qual eu tenho um livro. O meu primeiro livro. Aquele pelo qual eu aprendi a ler. Aquele que eu li mais vezes.

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Agora um momento Paulo Coelho, em que eu dou uma de guru e atiro uma frase lapidar: Para mim os livros são como os passos, todos os dias damos passos e lemos livros, mas os primeiros [passos e livros] é que são os realmente importantes e memoráveis.

Ainda hoje vou matar saudades do meu livro preferido. Aliás… vou já.

Novembro 27, 2007

Telhadela SA – A idade adulta

Filed under: Telhadela SA — pistonczar @ 8:51 pm

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No seguimento do post de ontem, hoje prossigo com mais um exemplo de que a sociedade portuguesa não está perdida. Porque não está. Estará ganha? Ajuíze o meu caro leitor.

Ontem citei um exemplo de um adolescente forasteiro, pelo que hoje falarei de um adulto de Telhadela. É justo, porque em Telhadela também acontecem coisas. As melhores coisas.

Ia eu em conjunto com um alargado grupo de pessoas em direcção à Igreja para também eu lutar pela salvação eterna, quando uma senhora sexagenária, tropeça num corte na estrada, daqueles devidos à abertura de valas para fazer passar os tubos do saneamento básico. A senhora caiu redonda com os joelhos e com a boca no chão, sem nem sequer usar as mãos para se proteger da queda. O seu filho, que caminhava à sua frente, ao vê-la cair virou a cara e exclamou irritado: “Caralho foda esta merda! Sempre no chão! Foda-se! Levante-se!”, e seguiu o seu caminho em direcção à vida eterna, porque já estava atrasado para ir cumprir os mandamentos da lei de Deus – a missa estava mesmo a começar, e todos nós sabemos quão inflexível é Nosso Senhor quanto aos atrasos. 

Há uma expressão, que eu cito de memória, que diz que o grau de evolução de um povo pode ser medido directamente a partir da forma como esse povo trata as pessoas nos extremos da vida – as crianças e os idosos. E mais não digo.

Novembro 26, 2007

Inquietações – A juventude

Filed under: Inquietações — pistonczar @ 8:54 pm

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Há quem diga que a juventude portuguesa está perdida. Mas eu não partilho dessa opinião. Aliás, esta é apenas a opinião de pessoas para quem a juventude foi ainda no tempo da velha senhora, e que por isso foram tão reprimidos que agora acham que os outros também o deverão ser.

A verdade é que ainda há jovens com ideais e vontade de fazer algo de relevante. Por exemplo, à uns dias o meu irmão contou-me a história de um colega dele que lhe havia afirmado com toda a solenidade possível: “Sabes uma coisa? A partir de meados do mês que vem já posso ser preso!”.

É reconfortante pensar que o nosso país está entregue a jovens a este ponto responsáveis e que quando estão próximos de completar 16 anos pensam imediatamente que a partir desse momento já poderão ser presos.

É inquietante como é que ainda há pessoas que achem que a juventude está perdida. Não têm mesmo qualquer noção da realidade em que vivemos.

Novembro 23, 2007

Por aí – O Freddie Mercury

Filed under: Por aí — pistonczar @ 7:22 pm

“Following the enormous conjecture in the press over the last two weeks, I wish to confirm that I have been tested HIV positive and have AIDS. I felt it correct to keep this information private to date to protect the privacy of those around me. However, the time has come now for my friends and fans around the world to know the truth and I hope that everyone will join with my doctors and all those worldwide in the fight against this terrible disease. My privacy has always been very special to me and I am famous for my lack of interviews. Please understand this policy will continue.”

Foi esta a declaração de Freddie Mercury à exactamente 16 anos atrás. No dia seguinte morreu e com ele desapareceu uma importante parte da música dos 70’s e 80’s. Paz à sua alma.

Novembro 22, 2007

Telhadela SA – O meu cão

Filed under: Telhadela SA — pistonczar @ 8:56 pm

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Hoje acordei com a minha veia egocêntrica especialmente latente, pelo que escreverei sobre a minha magnífica pessoa. Porque também eu sou uma parte de Telhadela, certamente não das mais importantes, mas ainda assim uma parte. Vou também dar azo a algum do revivalismo que tenho entranhado na pele, escrevendo uma redacção sobre o meu cão. Não é algo de inédito, já que todos nós já escrevemos sobre o nosso próprio cão algures na magnífica Escola Primária de Telhadela. Daí que todos os parágrafos tenham que começar por “O meu cão…”, porque são estas as regras da Escola Primária e todos os parágrafos têm de começar com o título da redacção. E as regras são para cumprir.

O meu cão é pequeno e saltitão, especialmente quando está alguém a olhar para ele. Na verdade não sei como é que ele aje quando ninguém está a olhar para ele, uma vez que nem eu próprio estou a olhar para ele, mas suponho que não esteja tão activamente a tentar captar a nossa atenção.

O meu cão é castanho e eu gosto muito dele.

O meu cão é lindo e é melhor que os vossos cães.

O meu cão daria uma tareia das antigas a qualquer um dos vossos cães e mesmos a vós próprios.

O meu cão tem o nome de um membro da aristocracia. Apenas porque sim. Ou talvez não. Talvez porque o meu pai (quem lhe deu o nome) seja absolutamente contra a monarquia. O meu pai talvez ache que apenas os cães devem ter títulos aristocráticos, ou então que todos os que têm títulos aristocráticos sejam cães. É capaz de ser isso.

O meu cão tem o mesmo nome que um outro cão que eu tive na minha infância, e a propósito do qual eu escrevinhei a minha própria redação sobre “O meu cão” na escola primária. E não foi apenas uma redacção, mas fiz também um magnífico desenho. Que eu não colori, porque o meu cão era completamente branco. A professora, estranhando a entrega de um trabalho inacabado questionou-me acerca da falta de cor do meu cão. A minha resposta foi lacónica: “Não pintei porque o meu cão é branco como a folha de papel, pelo que não vale a pena colori-lo. Ele já está colorido na sua cor natural”.

O meu cão antigo (o branco) gostava bastante de bricadeira. Eu tinha um jogo preferido com ele que funcionava como uma espécie de roleta russa e consistia no seguinte: eu pegava-lhe no rabo e colocava-o na boca dele e com a minha mão apertava-lhe os maxilares, fazendo com que ele mordesse o rabo dele ou as minhas mãos. Era bem divertido e dava adrenalina dos diabos, porque eu nunca sabia o que iria acontecer. Ainda não experimentei esta mesma brincadeira com o meu cão actual (o castanho), mas fa-lo-ei em breve.

Novembro 21, 2007

Injustiças – O avião a jacto

Filed under: Injustiças — pistonczar @ 8:25 pm

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Pois bem, meus caros amigos, eu estou a precisar urgentemente de um avião a jacto. Isto é assim mesmo, meus caros amigos, há um momento na vida de um indivíduo em que nos apercebemos que o que nos faz realmente falta é um avião a jacto.

Como ainda falta bastante para o meu aniversário, e não me parece que o Pai Natal consiga empacotar um avião a jacto, e muito menos enfiar-se com ele pela chaminé abaixo, é necessário descobrir um método alternativo. Vai daí, pensei em recorrer a expediente, que é algo em que os portugueses são mundialmente reputados.

Li recentemente numa entrevista ao José Cid, mais conhecido como mãe do rock português – e são palavras do próprio, que ele teria escrito uma canção propositadamente para ganhar dinheiro para uma nova viatura automóvel. Nada mais nada menos que um Volkswagen Carocha, o automóvel na berra por essa época. A canção que ele escreveu foi “Amar como Jesus amou” e rendeu-lhe o suficiente para ele comprar um Carocha novo e ainda sobrou dinheiro. Pois bem, como a viatura alvo do meu desejo é substancialmente mais cara, terei de adoptar uma estratégia bastante mais agressiva. O que eu fiz foi uma nova letra para esta mesma música, a que chamei “Foder como Cicciolina Fodeu” e já havia sido publicada neste post, mas que por por receio e pudor acabei por retira-lo de circulação. Porém, agora emendei a mão, pelo que devem lá ir se quiserem admirar-se com a perfeição linguística desta magnífica canção. Ah, já agora, chamo à atenção para o conteúdo pornográfico da letra que poderá afectar muita e boa gente. Na verdade, a melhor gente ficará desgostada com esta canção, uma vez que é claramente de mau gosto. Acho até que o autor dessa letra deve ser uma besta! Espera lá… fui eu quem a escreveu… então, meus caros amigos, é um facto confirmado, o autor dessa letra é uma besta.

Novembro 20, 2007

Telhadela SA – A foicinha intestinal

Filed under: Telhadela SA — pistonczar @ 8:41 pm

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Hoje abro com uma notícia choque como se tratasse do Jornal Nacional da TVI: “EM TELHADELA HÁ CONGESTIONAMENTOS INTESTINAIS COM FOICINHAS”.

Toda esta chuva e frio provoca gripes e constipações. E estas doenças provocam tosse e esta tosse provoca, por sua vez, uma imensidão de catarros e outros mucos afins. E o que é que também provoca tosse e catarros e outros mucos afins? O tabaco.

Até agora nada de novo.

O personagem principal desta história é um fumador inveterado, que conta com mais alcatrão nos seus próprios pulmões que em todas as estradas de Telhadela, a estrada do Vale Grande incluída, apesar desta não ser o melhor exemplo, já que esta têm menos alcatrão que os pulmões de um qualquer não fumador.

Este fumador está muito descansado a arar a sua pequena parcela de terra em Telhadela, quando é surpreendido por um violento ataque de tosse. Esta tosse foi de tal forma barulhenta que chegou aos ouvidos de uma pacata senhora que se encontrava a fazer exactamente o mesmo que este fumador (à parte da tosse). Nenhum deles sabia da presença do outro nas redondezas, pelo que esta tosse foi um meio de comunicação entre estes dois indivíduos. Foi então que esta senhora lhe gritou como resposta: “Caga a foicinha, seu caralho. Caga a foicinha”.

Passando à explicação, este fumador não tinha ingerido nenhuma foicinha ao almoço. Apenas tinha levado um conjunto de foicinhas desta amável senhora para afiar e nunca mais lhas tinha desenvolvido, pelo que esta simpática senhora achou que seria justo fazer este indivíduo defecar um tal objecto, ainda para mais cortante. Pelo menos se ingerido depois de afiado, que me parece que a senhora desejava que fosse o caso. 

Novembro 19, 2007

Inquietações – o Jaimão

Filed under: Inquietações — pistonczar @ 8:35 pm

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A inquietação que hoje vos trago não é directamente o Jaimão, figura bastante pitoresca (no mínimo pitoresca…) e com vários méritos reconhecidos na nossa praça. Este indivíduo é um reputado cantor e compositor, autor de uma irreverente e pornográfica versão da canção infantil “Abelha Maia” de Tozé Brito, esse grande mito vivo da canção em Portugal. Para além disso tem originais como “Quinzinho, o chulo”, mas que era mais conhecido como “o microondas, porque outros comiam o que ele aquecia”, canção esta que foi usada com bastante propriedade na banda sonora original de um dos maiores filmes portugueses dos últimos tempos: “Balas e Bolinhos: o regresso”.

Mas o que me inquieta também não são estas canções em si, mas a disparidade entre as já citadas e as demais canções pertencentes ao repertório artístico do Jaimão e esta em particular. A inquietação advém do facto de esta canção não tratar das habituais conas, fodas e idas ao cu, que são a regra nas canções do Jaimão. Mas como não há regra sem excepção, esta é, concerteza, uma valente excepção. A canção de que falo é: “Que bom sou louco” e reza assim:

Quando todos pensam que um carro não voa

Eu levanto vinte metros acima do chão

Quando toda a gente pensa que dois e dois são quatro

Eu juro que são cinco e tenho razão

 

E quando os alunos seguem o que o professor diz

E eu faço exactamente o contrário e sou muito mais feliz

Quando vocês passam em frente ao hospital

E lá dentro estou eu como doente mental

Sou loucoMas que bom, sou tão louco 

Quando vocês se levantam cedo para trabalhar

E chamam nomes à vida só por chamar

Quem é louco sou eu que levanto quando quero

Não aturo ninguém nem parto da estaca zero

 

E quando alguns pensam que já são alguém

Só porque andam de Mercedes e moram em Belém

Eu tenho três ferraris, dez casas e um avião

Que flutuam livremente na minha imaginação

Esta canção é muito bem escrita e parece-me que até poderia estar contida num qualquer compêndio da disciplina de português. Há lá coisas bem mais deslocadas que esta sentida poesia.

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