PistonCzar Spot

Outubro 30, 2007

Telhadela SA – A parábola da Julia Roberts

Filed under: Telhadela SA — pistonczar @ 8:56 pm

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Para vós o PistonCzar é aquilo que em tempos foi para mim a Júlia. Aparentemente esta frase não tem qualquer significado, mas no final deste post eu vou repeti-la e os meus caros amigos verão que faz todo o sentido.

Uma coisa que eu acho estranho nos textos do Pai Criador é a total ausência de parábolas usando a Julia Roberts. A razão para tal estranheza é muito simples e pode ser facilmente explicável através de um neologismo criado por mim agora mesmo. Em minha opinião a Julia Roberts é bastante “parabolizável” (cá está o neologismo) e acho que Jesus Cristo perdeu muitas (quiçá demasiadas) oportunidades de a usar como personagem em parábolas. Como tal hoje, eu, como pai criador desta humilde imundice, vou fazer escrever uma parábola usando como personagem principal a Julia Roberts. Vou usar também como personagem secundária e deprimente este que aqui vos escreve e também um não menos secundário e deprimente grupo de amigos.

Naqueles tempos (não sei porquê mas parece-me que este é um começo ganhador para uma parábola… acho que são as que vendem mais…) eu e o meu deprimente grupo de amigos vivíamos fascinados por uma miúda que aos nossos olhos míopes era a irmã gémea da Julia Roberts. Porém, depois de questionadas algumas pessoas com a sanidade mental não afectada, verificámos que a semelhança não deveria ser assim tão evidente, uma vez que houve até quem a achasse mais parecida com a Penélope Cruz. Mas ainda assim nós vivíamos numa tão alegre fantasia que não nos apetecia mesmo nada despertar para tão triste realidade.

A Júlia era um assunto recorrente nas nossas conversas, até ao dia em que um dos meus colegas (o mais tresloucado de todos…) conseguiu numa manobra de secretaria desobrir vários aspectos sobre a pessoa que para nós era a Julia Roberts. Afinal de contas o nome dela não era Julia, mas era um arrepiante Carla Daniela (chiça!!! haverá pior nome no mundo?!?). Para além do nome, tinhamos também a informação de onde morava e a sua data de nascimento, pelo que a partir de agora teríamos informações mais que suficientes para chegar perto dela e encetar uma converseta.

Passados alguns dias, encontrei-a no autocarro com um lugar vazio ao seu lado e pensei: “Bom desta é que vais ser… vou sentar-me ao lado da Julia e vou conversar com ela a viagem toda.” E é verdade que me sentei ao lado dela, mas não falei. E porquê? Porque ela exalava uma fedorento hálito a cebola (facto relevante: eram 8h da matina), de modo que tudo o que eu queria era que ela mantivesse aquela boca mal-cheirosa fechada. Garanto-vos até que só não me levantei daquele lugar, porque não havia mais nenhum no autocarro e a viagem ainda era longa. Mantive-me no entanto o mais afastado possível dela.

O mito havia sido completamente destruído e só agora eu o percebia. Eu acabara de me sentar não ao lado da Júlia – tal como havia pensado anteriormente, mas ao lado da Carla Daniela. E a Carla Daniela, ao contrário da Júlia, cheirava mal da boca e eu queria era estar longe dela.

Por isso é que vos digo meus caros amigos: Para vós o PistonCzar é aquilo que em tempos foi para mim a Júlia. E não queram conhecer a Carla “boca mal-cheirosa” Daniela que há por detrás do PistonCzar porque só poderão ficar desiludidos. Porque na verdade eu sou bem pior que o sofrível escritor que vos dedica estas linhas. A minha existência real consiste num individuo baixo e gordo com uma gigantesca verruga cabeluda no nariz. E ninguém quer conhecer um tal indivíduo.

Espero que este post resolva de forma suficiente as questões que têm sido levantadas aqui acerca da minha identidade real. Caso não seja este o caso, é favor ver aqui.

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