Era este o nome de um dos álbuns do grupo escocês Travis e parece-me que tal facto não acontece por acaso. Esta tem sido uma banda, que quanto a mim, tem sido continuadamente deixada para segundo plano, quando me parece que o seu lugar por direito próprio seria no topo.
O síndroma que me parece que afectou este fantástico “grupo de baile” (adoro esta expressão e tenho pena de não usar mais vezes…) foi o de ter razão cedo de mais. É minha sincera convicção que ter razão antes do tempo poderá ser uma das formas mais irritantes e perniciosas de se ter razão. Se um indivíduo (ou grupo) segue determinado rumo – por muito correcto que seja, e se a restante sociedade seguir um rumo distinto, a maioria imperará. Este é, para mim, o grande problema da sociedade actual – o excesso de “rebanização” ou como também se costuma dizer – inclusivamente em debates político (daí que ninguém entenda…), o seguidismo excessivo.
Como nota de rodapé, o vídeo que ilustra este post é de uma das canções dos Travis, retirada do álbum “The man who” e intitula-se “She’s so strange” e tem uma letra absolutamente deliciosa. Deliciem-se!
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