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Outubro 16, 2007

Telhadela SA – Doutoramento em Manuel – Parte II

Filed under: Telhadela SA — pistonczar @ 6:23 pm

Começo por pedir desculpa por não ter publicado nada sobre Telhadela SA no dia de hoje. Este facto deveu-se a uma conjugação anormal das posições de diversos corpos celestes que me impediram de o fazer. Para além disso, uma consulta médica, a visita de um colega e um jogo de futebol também tiveram um papel relevante para o sucedido.

Por todas essas razões tive de escrever o post de hoje sobre Telhadela SA no dia de amanhã. Porque hoje não tive tempo. Confuso?

A primeira recordação que tenho do Manuel Doutor é ele do lado de fora da vedação da escola, na zona onde está agora colocado um caixote do lixo. Estávamos nós no recreio e abandonámos as nossas bricadeiras habituais, tais como a construção de pequenas cidades para as formigas pretas (na verdade destruíamos as cidades que elas próprias construíam), destruição por “calcalmento” de todas as formigas vermelhas (aquelas que têm o troço intermédio do corpo vermelho), bem como muitas outras brincadeiras não directamente relacionadas com as destruição de colónias de formigas. O Manuel Doutor estava a distribuir um pouco de tudo aquilo que tinha num saco de plástico pendurado ao pescoço, desde castanhas a notas. Lembro-me que o recreio foi interrompido nesse momento e viémos todos para perto da vedação para assistirmos a esta representação magistral e também para ver se nos tocava algum objecto saído daquele saco repleto de tesouros. Toda esta representação era completamentada pelo Manuel Doutor por umas palmas muito bem batidas. Das melhores que eu já vi e ouvi bater. Também não é de estranhar, já que me parece que ele usa este tipo de movimento na maior parte das situações. Nomeadamente, já o ouvi bater palmas em diversos tipos de missas. Na missa da Santa Ana, palmas essas acompanhadas por gritos “Santa Ana, o Santo António de Telhadela”, tudo isto durante a missa, enquanto o padre estava a falar. Também já o ouvi bater palmas durante um cortejo fúnebre (não sei se tecnicamente pode ser considerado missa), estava ele descalço, o que já de si é estranho, mas essa estranheza é amplificada é o facto de estarmos num chuvoso dia de Inverno.

Nestes últimos tempos o Manuel Doutor tem estado bastante mais recolhido no seu casebre practicamente destruído, daí que eu tenha tido a necessidade de o recordar aqui. Porque acho que uma pessoa destas merece ser recordada. E no dia que ele falecer vai ser um dia de perda para Telhadela. Pelo menos para mim será.

P.S.: Desculpem ter-me alongado tanto, mas o assunto assim o impunha. E com este P.S. não melhorei muito isso pois não?

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