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Outubro 4, 2007

Por aí – Implantes de repúblicas e Implantações de silicones

Filed under: Por aí — pistonczar @ 7:31 pm

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Amanhã comemora-se em Portugal a Implantação da República. Para além ser feriado nacional, e com isso termos mais um dia de folga, a Implantação da República é bastante mais que isso. Foi neste dia que em 1910 foi abolido o regime monárquico.

Antes de mais, e para que fique bem claro sou contra a monarquia, já que me parece um regime injusto na sua génese e na sua forma de sustentação. É um regime com as classes sociais claramente demarcadas, havendo por um lado o grupo dos previligiados – a aristocracia, e por outro a força trabalhadora – a plebe.

Sou completamente contra o regime monárquico antes de mais porque porque o rei não é escolhido pelos seus méritos, mas antes pelos seus pais. Se os seus pais forem reis, então o primeiro filho será príncipe e depois será rei. Caso tenha os pais certos mas tenha um irmão mais velho, será infante e passará toda a sua a vida a viver às custas do povo (isto claro se não arranjar coragem de matar os seus irmãos mais velhos). Se os seus pais forem plebeus – azar… espera-o uma vida de trabalho duro. E como eu sou plebeu, se há coisa que não me dá jeito nenhum é um regime monárquico. Mas se os meus pais fossem reis… as coisas seriam diferentes. Mas nesse caso estaria apenas em causa o interesse nacional. Nunca os meus proveitos próprios.

E como o rei não é escolhido pelas suas capacidades pode acontecer que esse rei seja completamente incapaz. Tomando o exemplo mais crasso, o caso de Afonso VI de Portugal. Este rei era completamente incapaz não só de governar o país, mas também de andar e falar decentemente. Não obstante a sua incapacidade, este rei governou. Ou melhor foi governado por nobres que o usavam como se de uma marionete se tratasse. Não acho que tal facto seja negativo, muito pelo contrário, acho até bastante positivo. A liderança destes astutos nobres foi tão eficaz que conseguiram que um rei fisicamente incapaz podesse ser conhecido para a posteridade como O Vitorioso. Com todo este parlapiá sou levado a concluir que, mesmo sob um regime monárquico, a liderança de um país é muito melhor quando é exercida por alguém capaz de a atingir, do que por alguém que herda o direito de governar à nascença.

Para além de tudo isto, as relações de consanguinidade são de tal maneira vulgares que a probabilidade de sair um indivíduo completamente destrambelhado não é de modo nenhum negligenciável. Nem sei se será mais justo chamar consanguinidade ou mansturbação, tal é a proximidade familiar.

Só há uma coisa que eu aprecio mais que implantações de repúblicas: implantes de silicones. E assim se justifica a imagem que ilustra este post.

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