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Telhadela SA – Ferreiros e Touros

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Tal como ontem puderam verificar, não tratei neste blog de um assunto que devia ter tratado. Por isso vou retratar-me disso.

Hoje vou escrever um post dedicado a uma história passada no tempo em que as galinhas ainda tinham dentes e falavam. Falavam mesmo pelos cotovelos. Mas mentiam com quantos dentes tinham na boca.

Nesse tempo, no dia da festa da aldeia, o prior, como maior sumidade da aldeia, ia almoçar a casa de algum paroquiano especialmente escolhido para o efeito. A escolha tinha em conta diversos critérios, especialmente a fartura da mesa, e não apenas a devoção dedicada por essas pessoas à religião. Este critério era adoptado apenas porque Jesus Cristo – ele próprio, também preferia comer em casa de gente rica, mas menos dada a rezas. Foi isso o que aconteceu com Zaqueu, esse pequenito reguila.

Estando o prior a almoçar principescamente e esforçando-se para que ninguém o interrompesse, a anfitriã resolveu encetar uma conversa.

Vai daí disse: “Coma e beba sinhor prior. Cum caralho.” À expressão de estupefacção completa por parte do padre a anfitriã declarou: “A nossa terra é muito rica. Cum caralho”. Desta vez o cura nem queria acreditar, mas ainda assim a dita senhora resolveu continuar: “Só nos falta cá um ferreiro e um toiro. Só não temos cá quem aguce. Cum caralho.”

Passados estes anos todos ainda não temos nem um ferreiro nem um toiro. Está mal!

P.S.: Por falar em touros resolvi ilustrar este post com um exemplo de estupidez taurina. Não do touro, mas do cavaleiro. Salgueiro és o maior!

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