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Telhadela SA – Reborn

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Cá estou eu de novo. Desta vez para dar conta que vou continuar a publicar magníficas histórias da maravilhosa aldeia que por acaso feliz do destino tivemos a sorte que fosse a nossa. No entanto, a partir daqui não vou escrever de uma forma tão desabrida e vou evitar sempre que possível referências aos nomes próprios das pessoas visadas. Realço no entanto que nunca foi minha intenção ofender ou magoar nenhuma das pessoas sobre as quais escrevi. Na verdade escrevi sobre elas porque lhes reconheci algum motivo de interesse. E isso parecer-me-á sempre um elogio da minha parte.

E agora para que fique claro que também escrevo algumas histórias das quais faço parte como personagem, vou descrever a montagem de determinado equipamento de casa de banho (não me lembro de qual mas também não é de modo algum relevante) na companhia do meu pai. Antes de mais devo realçar que o meu pai tem uma linguagem composta por termos bastante portugueses, os quais infelizmente não são reproduzidos na missa dominical. Nunca percebi porquê…

Estava o meu pai a preparar-se para apertar um parafuso que fixava o dito equipamento à parede, quando esse parafuso cai e miraculosamente se enfia pelo ralo abaixo. Vai daí o meu pai já com os olhos raiados de sangue, aponta para o ralo e grita para o parafuso: “Também te vais foder que vais para a merda! E nunca mais de lá sais!”

Repararam na diferença? Perante um milagre o meu pai reage com esta frase espantosa, enquanto que na missa se reage com um insípido “Aleluia e tal…”. Realmente a Igreja tem muito por onde melhorar.

Nunca soube se o parafuso ouviu. Nunca mais o vi. Espero no entanto que se tenha apercebido da asneira que fez. Realmente há melhores sítios para estar que a merda.

E com um pai assim vivi eu a minha infâcia. Haverá melhor forma de a viver? Duvido.

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