A briosa de Telhadela, ao contrário da de Coimbra que é preta e não é uma “caminete”, é uma “caminete” cinzenta clara que antigamente se passeava diariamente pela nossa bela aldeia. Esta “caminete” de marca Bedford e modelo TJ, era (e tanto quanto sei continua a ser…) detida pelo “ti” Tavo, que a conduzia de uma forma no mínimo invulgar. O “ti” Tavo mantinha a sua briosa “caminete” no rolantim em todas as descidas, acelerando apenas um pouco nas subidas, o que resultava num ”tram-tram-tram-tram…” absolutamente inconfundível e que faz parte do meu imaginário infantil mais remoto.
Há uns dias reparei com grande desilusão no estado actual da “nossa” memorável briosa, que está votada ao abandono num pinhal, coberta por um plástico. Ao olhar para o estado decrépito da briosa, fiquei triste e apercebi-me que também ela depois de ter passado por um período áureo na sua juventude e maturidade, estava abandonada na sua velhice. Uma parábola aos tempos modernos, assunto que foi justamente lembrado recentemente pelo presidente de todos nós. Sim, sim, aquele que tem dificuldades com fatias de bolo-rei.
P.S.: Fica prometida para amanhã uma fotografia da briosa no seu estado actual.
Update: Estes marmelos do WordPress alteraram o layout de tal forma que eu não consigo inserir uma mísera imagem no post. Eu bem que tentei! Acreditem.
Update 2: Finalmente consegui colocar a imagem da briosa. Estava a ver que não!
